Após semanas de intensas discussões e incertezas nos bastidores sobre a realização do Grande Prêmio do Catar de MotoGP, o piloto brasileiro Diogo Moreira decidiu virar a página e colocar toda a sua energia no desempenho dentro da pista no circuito de Losail.
Bastidores de tensão e polêmica no Oriente Médio
O clima de instabilidade na região gerou forte debate durante a etapa de Sepang, quando diversos competidores expressaram preocupação com a segurança da viagem ao Oriente Médio. Enquanto a categoria e os organizadores garantiram que as condições para o evento estavam asseguradas, a polêmica também respingou nas garagens. A Yamaha, por exemplo, optou por não enviar suas estruturas de fábrica e da Pramac, gerando alertas de possíveis sanções por parte dos promotores do Mundial.
Com o desembarque oficial em solo catari, o tom adotado pelos competidores mudou drasticamente para focar exclusivamente na competição. Já instalado no paddock desde a noite de quarta-feira (4), o representante da LCR Honda comentou sobre o período turbulento:
“Nas últimas semanas, se comentou muito sobre se íamos ou não, como estava a situação… No fim, estamos aqui, todos aqui. Então é o que eu disse à equipe: já que estamos aqui, vamos fazer um fim de semana normal, tentar fazer um igual ao que viemos fazendo”, pontuou o jovem goiano.
Questionado especificamente sobre toda a controvérsia que cercou a viagem, Moreira adotou uma postura pragmática: “Bem, estamos aqui no Catar, então cabe fazer um fim de semana normal”.
Expectativa positiva no circuito de Losail
Deixando as polêmicas geopolíticas para trás, o foco do brasileiro passa a ser o traçado de Losail, palco tradicional da velocidade mundial. Embora ainda não tenha alcançado o pódio na etapa catari, o piloto aposta na consistência do seu histórico para conseguir um resultado expressivo com a equipe.
Histórico favorável e foco na evolução
Avaliando as características da pista, o atleta demonstrou bastante otimismo quanto ao seu potencial de adaptação e desempenho neste final de semana:
“É um circuito que eu gosto. No passado fiz boas corridas, aqui não tenho nenhum pódio. Eu diria que em todas as que fiz aqui, estive no top 6, então é um circuito que nos favorece”, afirmou.
A meta agora é transformar essa afinidade com o traçado em um rendimento competitivo sólido. Para o piloto da LCR Honda, o objetivo principal é manter a curva de aprendizado em ascensão e aproveitar o conhecimento acumulado para coroar a viagem ao Catar com uma ótima performance na principal categoria do motociclismo mundial.