Oposição na Câmara se articula para barrar o voto distrital misto

A oposição na Câmara dos Deputados anunciou que atuará contra a adoção do voto distrital misto nas eleições brasileiras. Em nota oficial divulgada nesta sexta-feira, 6, o líder da bancada na Casa, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirma que o grupo é contrário à mudança na legislação eleitoral e defenderá esse posicionamento no Parlamento.

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Gilberto argumenta que uma alteração no modelo de votação exige discussão com a sociedade. “Trata-se de uma decisão que afeta diretamente a representação política e a forma como os brasileiros escolhem seus representantes.”

O líder da oposição deixa claro que a bancada pretende sustentar a posição durante eventual tramitação da proposta. “Nossa posição é clara: somos contrários à adoção do voto distrital misto”, endossa Gilberto. “Defenderemos esse entendimento no Parlamento.”

Pavanato critica voto distrital misto

Deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) durante visita à Câmara dos Deputados, em Brasília, onde criticou a proposta de adoção do voto distrital misto | Foto: Matheus Santos/Revista Oeste

A posição anunciada por Cabo Gilberto também encontra respaldo nas declarações do deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP).

A Oeste, durante visita à Câmara dos Deputados, na quarta-feira 4, Pavanato afirmou que participa de reuniões para definir os próximos passos da oposição e acompanhar propostas discutidas nos bastidores do Congresso.

“Tenho me envolvido nas pautas que estão sendo discutidas, dentre elas o voto distrital, que tanto se fala nos bastidores e que eu acho que pode ser uma ameaça até mesmo à nossa liberdade”, declarou.

Vereador paulistano, Pavanato recebeu 3 milhões de votos e foi o candidato a deputado federal mais bem votado no Estado de São Paulo. Com votação expressiva, serviu como puxador de votos e ajudou o PL paulista a eleger o total de 19 integrantes para a Câmara.

O que muda com o voto distrital misto

O modelo em discussão combina duas formas de escolha dos deputados. Uma parte dos parlamentares seria eleita diretamente em distritos eleitorais, com eleição de um representante por cada distrito. Além disso, outro grupo seria escolhido por meio de listas partidárias.

Atualmente, os deputados federais são eleitos pelo sistema proporcional de lista aberta, no qual os votos recebidos por candidatos e partidos influenciam a distribuição das cadeiras.

Uma mudança constitucional dependeria da aprovação de pelo menos 308 deputados, em dois turnos de votação na Câmara, além de passar pelo Senado.

Leia também: “Alvo preferencial”, reportagem de Eugênio Esber e Sarah Peres publicada na Edição 348 da Revista Oeste

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