Modalidades que conquistaram o público recentemente, como skate, surfe e escalada, correm sério risco de deixar o programa olímpico a partir dos Jogos de Brisbane em 2028.
Motivos para a redução de esportes
A reorganização do evento é planejada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), que pretende enxugar o número de modalidades esportivas na Olimpíada sediada na Austrália. O principal objetivo dessa mudança é respeitar a diminuição do limite de 10.500 atletas participantes.
Fatores avaliados pelo COI
Para definir os cortes, a entidade máxima do esporte mundial analisa critérios rigorosos que envolvem a audiência global, os custos operacionais, a complexidade das instalações esportivas e o tamanho total da delegação de atletas.
Impacto em esportes tradicionais
Enquanto disciplinas de grande porte e que concentram muitos competidores — a exemplo de natação, atletismo e ginástica — continuam garantidas no evento, elas ainda podem passar por alterações internas. Um exemplo citado é a marcha atlética, que também está ameaçada de exclusão.
Consequências para os anfitriões e o Brasil
A possível eliminação preocupa diretamente o comitê organizador australiano, já que o país possui grandes nomes e favoritos ao pódio nessas mesmas modalidades, como a surfista número um do mundo Molly Picklum e os skatistas Arisa Trew e Chloe Covell.
Embora os anfitriões tenham o direito de solicitar a inclusão de até quatro esportes extras — estratégia adotada por Paris com o breaking —, a escolha exigiria que o país sede arcasse com todos os custos financeiros adicionais.
Para o Brasil, a exclusão representaria um golpe duro no quadro de medalhas. Desde a estreia em Tóquio, as disputas nas pistas de skate e nas ondas do surfe se consolidaram como principais fontes de pódios para a delegação brasileira, acumulando um total de oito medalhas somando os Jogos de 2020 e 2024, além do expressivo resultado recente de Caio Bonfim na marcha atlética.