Com ajuda de 50 voluntários, Jóquei Clube de Goiás realiza força-tarefa para catalogar documentos, troféus e reorganizar seu patrimônio histórico.
Mesmo sem uma resolução definitiva sobre o litígio judicial relacionado à sua sede, o Jóquei Clube de Goiás iniciou uma ampla operação de reestruturação institucional. Uma equipe composta por 50 especialistas voluntários mobilizou-se para catalogar registros históricos, troféus e documentos da instituição, além de organizar os espaços físicos administrados pela entidade, encerrando as atividades da semana com um mutirão de limpeza realizado neste sábado, 7.
Programa de recuperação patrimonial
A ação faz parte do programa Jóquei em Ação, que mobiliza profissionais de áreas como arquitetura, engenharia, contabilidade, administração, advocacia e publicidade. O objetivo principal do grupo é prestar suporte técnico na reordenação administrativa e patrimonial do clube, com foco na digitalização de arquivos e na salvaguarda da memória institucional.
Preservação da memória e recursos limitados
Conforme destacou a presidente Nivea de Paula, a prioridade inicial da gestão é resgatar o acervo documental acumulado ao longo de várias décadas, lidando com restrições financeiras. “Estamos fazendo o máximo com o mínimo. Vamos começar pela parte documental, catalogar todos os troféus, todas as memórias que existem ali e todos os documentos. Precisamos preservar a essência de tudo que está ali”, declarou.
Planos para o futuro e reabertura de espaços
Em paralelo ao resgate histórico, a diretoria planeja a reativação gradual de áreas da sede para fins culturais e esportivos. Entre as propostas em estudo está a organização de um carnaval de blocos para 2027, visando resgatar uma antiga tradição de Goiânia e aproximar a população do local.
Situação jurídica e funcionamento do Hipódromo
Enquanto a reorganização avança, o processo de desapropriação da área conduzido pela Prefeitura de Goiânia continua tramitando no Poder Judiciário, aguardando a conclusão de uma perícia para estipular o valor do terreno. A associação aponta que ainda há impasses envolvendo o montante da indenização e o abatimento de débitos fiscais pleiteado pelo município.
Por outro lado, o Hipódromo da Lagoinha segue operando normalmente. A administração finalizou reformas em decorrência de um incêndio recente, implementou melhorias estruturais e busca parcerias comerciais para a abertura de um restaurante voltado para a pista de corridas. A diretoria reafirma que o trabalho de reestruturação continuará independentemente do andamento judicial, preparando o clube para reintegrar o cenário esportivo e cultural da capital goiana.