A corrida pela presidência do Senado em fevereiro de 2027 já movimenta os bastidores de Brasília e causa divisões na direita. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) assumiu um papel central na articulação política e atua como uma das principais incentivadoras da candidatura de Tereza Cristina (Progressistas-MS) ao comando da Casa.
Estratégia e oposição a Alcolumbre
Damares decidiu faltar ao lançamento oficial da candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) para demonstrar alinhamento com a colega de partido e ex-companheira de Esplanada dos Ministérios. A parlamentar avalia nos bastidores que a senadora sul-mato-grossense possui maior viabilidade política para derrotar o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Entre os fatores que pesam a favor da ex-ministra da Agricultura estão o forte respaldo de setores econômicos, um perfil considerado mais pragmático e a possibilidade real de se tornar a primeira mulher a presidir o Congresso Nacional. A candidatura, no entanto, gera preocupações na ala mais radical, que teme um racha nos votos da direita capaz de beneficiar Alcolumbre.
Reações e acordos na oposição
Durante o evento de lançamento de sua chapa, Rogério Marinho pediu publicamente que aliados evitem ataques virtuais ou direcionados contra a senadora do PP. Ele classificou a parlamentar como “companheira” e reconheceu que ela possui “legitimidade” para pleitear o cargo, reforçando que existe um entendimento prévio para que apenas o nome mais competitivo avance na disputa.
Perfil e articulações políticas
Aos 72 anos, Tereza Cristina acumula forte influência política ligada ao agronegócio, setor que representou com destaque entre 2019 e 2022. Enquanto o grupo de Marinho aposta na robusta bancada do PL e em parlamentares do Novo, a candidatura da líder do Progressistas busca atrair dissidentes de diversos partidos e o voto da direita moderada, longe dos holofotes do bolsonarismo raiz.
Enquanto os oposicionistas dividem forças, aliados de Davi Alcolumbre contam com uma base consolidada no MDB, no PSD e na articulação com o governo Lula para garantir a sua reeleição, mantendo o controle das pautas legislativas prioritárias no Senado.