O ministro Gilmar Mendes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou as redes sociais na noite deste sábado para repudiar as contestações levantadas contra o resultado do segundo turno das eleições. Em sua manifestação, o magistrado classificou as alegações de fraude como infundadas e enfatizou que o sistema de votação brasileiro passou por verificações rigorosas em todo o país.
Observadores internacionais atestam a lisura do pleito
De acordo com o ministro, o processo eleitoral de 2026 contou com a supervisão de amplas missões estrangeiras. Entre elas, a Organização dos Estados Americanos (OEA) enviou 179 observadores — a maior comitiva já registrada no Brasil —, cujos relatórios indicaram que os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) batem perfeitamente com as informações recolhidas em campo, sem deixar dúvidas sobre a integridade dos dados oficiais.
Do mesmo modo, o Carter Center classificou o procedimento como transparente e bem organizado, garantindo amplo acesso para fiscalização por parte de eleitores e legendas partidárias. Outros especialistas internacionais, a exemplo de Daniel Zovatto, ex-diretor do IDEA Internacional para a América Latina, também acompanharam as checagens em Brasília e elogiaram o rigor e a transmissão em tempo real do mecanismo.
Como funcionam as auditorias das urnas eletrônicas
O magistrado detalhou o funcionamento das checagens oficiais, que ocorrem em todos os estados durante os dois turnos de votação. O Teste de Autenticidade valida se o software inserido na máquina corresponde exatamente ao código assinado digitalmente e lacrado publicamente. Já o Teste de Integridade, que pode envolver ou não a biometria, comprova a contagem exata dos votos depositados fisicamente por fiscais partidários em urnas recolhidas de diversas regiões.
O processo conta com a participação ativa de partidos políticos, Ministério Público, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que escolhem quais equipamentos serão testados. Auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) também acompanharam os trabalhos, que foram transmitidos ao vivo pela internet.
Contradição nas críticas ao processo eleitoral
O ministro apontou uma incoerência por parte das legendas que questionam o sistema, lembrando que a sigla do candidato derrotado na disputa presidencial do segundo turno “elegeu com essas mesmas urnas as maiores bancadas da Câmara e do Senado, além de seis governadores”.
O magistrado concluiu sua manifestação reforçando a confiança na Justiça Eleitoral brasileira:
“Ao longo dos anos, a Justiça Eleitoral prestou serviços relevantes à nação e construiu uma reputação de excelência, reconhecida por organismos internacionais, que não será tisnada por aleivosias como essas. A sociedade brasileira sabe apartar as bravatas do discurso sério e responsável”, pontuou.