Prédio que desabou no Brás operava sem alvará e vistoria dos bombeiros

O edifício comercial de quatro pavimentos que ruiu na noite da última sexta-feira, 6, no Brás, área central de São Paulo, operava sem a licença de funcionamento válida e sem o auto de vistoria emitido pelo Corpo de Bombeiros, documento obrigatório que comprova a conformidade com as normas de segurança vigentes.

Riscos estruturais e interdições

Conforme informações divulgadas pela administração municipal, que atestou a irregularidade do estabelecimento, outros três imóveis localizados nas proximidades precisaram ser interditados preventivamente devido ao elevado perigo de novos colapsos estruturais na quadra afetada.

O alvará de funcionamento configura-se como uma autorização oficial indispensável para que indústrias, comércios e prestadores de serviços exerçam suas atividades legalmente. O colapso da estrutura teve início na região do mezanino, conforme relato preliminar das autoridades de salvamento.

Operação de resgate e feridos

No instante em que o acidente ocorreu, 35 colaboradores estavam no interior da edificação. Das pessoas presentes, 27 foram resgatadas pelas equipes de socorro, enquanto os demais ocupantes conseguiram deixar a zona de perigo antes da intervenção oficial.

Atendimento médico

Quatro vítimas sofreram ferimentos nos membros superiores e inferiores, sendo encaminhadas para uma Unidade de Pronto Atendimento. Embora estivessem com quadro clínico estável, os pacientes permaneceram hospitalizados na manhã deste sábado, 7.

Durante a madrugada, as buscas manuais foram paralisadas em decorrência da alta periculosidade e do risco iminente de novos desabamentos. Com o amanhecer, o Corpo de Bombeiros iniciou a remoção de escombros utilizando maquinário pesado para garantir a segurança dos operadores. A operação mobilizou 72 agentes, 27 viaturas, além de representantes da Polícia Militar e da Defesa Civil estadual, enquanto as motivações do acidente continuam sob apuração.

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