O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que o Departamento de Justiça inicie uma investigação formal sobre o que classificou como ameaças de punição e impeachment vindas de parlamentares democratas. As declarações do mandatário americano foram publicadas em sua rede social no sábado (7), após o envio de ofícios a diversos integrantes de sua gestão e a grandes companhias privadas.
Acusações de extorsão e pedidos de prisão
Na postagem, o líder da Casa Branca classificou a conduta da oposição como criminosa e exigiu consequências legais para os envolvidos. “Os democratas andam por aí ameaçando muita gente, incluindo o Procurador-Geral dos Estados Unidos e outros, com impeachment e muitas outras formas de punição, mesmo admitindo que não têm motivo para isso e que não houve atos passíveis de impeachment cometidos, ou sequer cogitados, pelas vítimas desse processo ilegal”, escreveu Trump, acrescentando que a situação representa “extorsão no mais alto nível”.
O presidente continuou as críticas exigindo ações enérgicas das autoridades e dos aliados no parlamento. “A prisão deve ser direcionada a esses EXTORSIONISTAS, e os republicanos precisam se conscientizar, e rápido! Cartas ameaçadoras foram enviadas a muitas pessoas, todas inocentes, por líderes políticos democratas”, pontuou, antes de reforçar a ordem: “Por meio desta declaração, estou ordenando ao Departamento de Justiça que investigue este ato criminoso imediatamente!”
Alvos das investigações congressistas
As reações da administração federal ocorrem em resposta aos comunicados emitidos na quinta-feira (5) pelo senador Richard Blumenthal. O parlamentar, cotado para presidir uma comissão investigativa no Senado com a mudança de maioria partidária em janeiro, exigiu cooperação de múltiplos alvos para futuras apurações do Legislativo.
Empresas e autoridades notificadas
Entre os notificados pelo gabinete do senador estão figuras de destaque na administração atual e gigantes do setor corporativo e tecnológico. Receberam os documentos o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin; o presidente da Comissão Federal de Comunicações, Brendan Carr; além de doadores ligados ao projeto do salão de baile da Casa Branca, como Amazon, Apple e Google. Companhias do mercado de criptomoedas, a exemplo de World Liberty Financial, Binance e Tether, também foram incluídas na lista.
O senador Blumenthal sinalizou que o colegiado estudará métodos alternativos para assegurar o cumprimento das demandas caso os convocados ignorem os pedidos de informação até o dia 4 de janeiro, data que sucede a posse do novo Congresso. Contudo, especialistas apontam que os citados não possuem obrigação legal de responder aos questionamentos antes da transição oficial de poder.