O mercado de trabalho goiano apresentou um desempenho robusto em 2026, com uma expansão de 3,28% no número de contratações formais. O resultado coloca o estado à frente da média brasileira, que registrou um crescimento de 2,65% no mesmo período, conforme as estatísticas do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).
Força econômica e atração de investimentos
A solidez dos números reflete a capacidade do estado em fomentar novos negócios. Segundo Douglas Paranahyba, conselheiro do Conselho Regional de Economia de Goiás (Corecon-GO), o cenário é fruto de uma política consistente de estímulo econômico. “Enquanto Goiás avançou em termos de variação relativa em 3,28%, o Brasil, de um modo geral, 2,65%”, explica o economista.
Para o especialista, o fluxo contínuo de aportes financeiros em diferentes áreas é o motor desse avanço. “Em Goiás, nós temos consistentemente, ao longo dos últimos meses, um trabalho forte de atração de investimento. Então, muitas indústrias chegando no Estado de Goiás, muitos investimentos em vários setores, seja na agropecuária, também na construção civil e no setor industrial, anunciando investimentos”, afirma Douglas Paranahyba.
Impacto do emprego formal na economia
O economista ressalta que o crescimento das vagas com carteira assinada gera um efeito multiplicador positivo na economia regional. Ao garantir maior estabilidade aos trabalhadores, o rendimento das famílias cresce, impulsionando o consumo e, consequentemente, o faturamento das empresas locais.
“O emprego formal não é o emprego que rapidamente se desfaz. Ele é geralmente o investimento que se pretende permanecer com aquele funcionário durante algum tempo”, pontua o conselheiro do Corecon-GO. Ele acrescenta que o ciclo de prosperidade se retroalimenta: “Esse novo trabalhador, com a sua nova renda, aumenta a geração de renda nessa região, que, por consequência, aumenta o consumo, que, por consequência, aumenta o faturamento das empresas”.
Destaques por setores
Os segmentos de Serviços e Comércio foram os maiores responsáveis pelo volume de admissões, somando mais de 507 mil contratações — sendo 336 mil no setor de serviços e 171 mil no varejo. Enquanto a Indústria goiana dobrou o ritmo de crescimento relativo na comparação com a média nacional, a Agropecuária e a Construção Civil também mantiveram indicadores superiores ao restante do país no acumulado.
Análise sobre a sazonalidade
Apesar do saldo positivo no acumulado, o mercado apresenta oscilações mensais. Em setembro, por exemplo, houve impacto da sazonalidade, especialmente na Agropecuária, que encerrou postos devido ao fim de ciclos produtivos. Douglas Paranahyba reforça que análises pontuais podem ser enganosas: “Se todo ano você pegar, por exemplo, o último trimestre, verá que o número de empregos gerados pela Agropecuária é bem menor do que no primeiro trimestre”.
Embora o saldo de setembro tenha sido menos expressivo em Goiás (0,02%) frente à média nacional (0,25%), o estado mantém uma trajetória de crescimento consistente, consolidando-se como um polo relevante de geração de empregos formais no Brasil, que acumulou mais de 1,2 milhão de novas vagas entre janeiro e setembro de 2026.