Prefeitura de Goiânia inicia operação contra flanelinhas em estádios

A prefeitura de Goiânia determinou o início de uma força-tarefa da Guarda Civil Metropolitana (GCM) com o objetivo de coibir a atuação de guardadores informais de veículos nos arredores de grandes eventos e arenas esportivas da capital goiana. O patrulhamento ostensivo teve início durante a partida entre Vila Nova e Criciúma, realizada no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), e a medida deve se estender para outras praças esportivas e shows na cidade.

Origem das denúncias e valores cobrados

A decisão da administração municipal responde a uma demanda formalizada pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Romário Policarpo. O parlamentar repassou ao executivo municipal queixas constantes de frequentadores de jogos sobre a exigência de taxas para o uso de vias públicas. Conforme o relato do vereador, foram registradas ocorrências em que os cobradores informais exigiam quantias superiores a R$ 100 para liberar o estacionamento de automóveis perto dos locais de competição.

Posicionamento da administração municipal

Por meio de um pronunciamento em rede social, o prefeito Sandro Mabel enfatizou que a atuação da corporação municipal visa eliminar as exigências de pagamento e prevenir atritos entre frequentadores e os atuantes na informalidade. “Não teremos mais flanelinhas”, declarou o prefeito.

Expansão do patrulhamento em Goiânia

De acordo com o presidente do legislativo municipal, a iniciativa de segurança não ficará restrita às partidas do time mandante no OBA, abrangendo também outros confrontos de futebol, disputas esportivas e espetáculos musicais de grande porte na capital.

O parlamentar pontuou que o foco é coibir a cobrança indevida e prevenir conflitos físicos ou verbais, ressalvando que nem todo trabalhador informal que atua nas imediações adota práticas de extorsão. Até o momento, a administração municipal não divulgou o protocolo específico de abordagem que será aplicado pelos agentes nem as sanções previstas para quem desrespeitar a proibição do uso comercial de vagas públicas.

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