Um encontro casual na cidade de Osasco, na Grande São Paulo, revelou mais um capítulo da trajetória de violência extrema protagonizada por Denis Young Kim, de 43 anos. A vítima da vez foi José Ricardo dos Santos, um aposentado de 79 anos que possui deficiência visual, caminha com o auxílio de muletas e teria esbarrado levemente no automóvel do empresário.
Agressão brutal em via pública
Sem qualquer justificativa aparente, o motorista desceu do veículo e desferiu uma voadora contra as costas do idoso, que não teve tempo de reação. Mesmo com a vítima caída e desacordada no chão, o agressor ainda pisou com extrema força em sua cabeça antes de fugir do local. Socorrido por pedestres, o aposentado foi encaminhado a um hospital com fortes dores na cabeça e nas costas, gerando perplexidade na equipe médica que o atendeu.
Entrevistado pela Globo, José Ricardo dos Santos, com certa candura, disse: “Foi maldade. Não fiz nada pra ele”.
Histórico criminal e soltura polêmica
Não se trata do primeiro crime grave cometido por Denis Young Kim. Anos antes, no bairro do Bom Retiro, na região central da capital paulista, ele assassinou um homem com mais de 70 anos utilizando uma flecha manipulada. Pelo homicídio de Aldemir Ribeiro Pontes, o agressor foi condenado em 2021 a 14 anos de reclusão em regime fechado.
Apesar da pena imposta, o réu não cumpriu nem a metade do período determinado pela Justiça. Ele obteve progressão para o regime aberto e está solto desde 1º de setembro de 2025, levantando questionamentos sobre os critérios para a concessão da liberdade a indivíduos considerados de alta periculosidade.
Contraste entre humanidade e brutalidade
O caso expõe um abismo social e moral entre o agressor, formado em Ciências da Comunicação na Califórnia e com posses, e a vítima, um aposentado de baixa renda. Mesmo após sofrer a tentativa de homicídio, a postura da vítima contrastou profundamente com a violência do ato.
O pacífico José Ricardo dos Santos e o brutal Denis Young Kim | Fotos: Reproduções
No leito do hospital, o idoso demonstrou serenidade ao tentar compreender a motivação da agressão sofrida, reforçando sua dignidade diante da brutalidade. “Sou analfabeto, mas não sou ignorante”, sublinhou.
Diante da gravidade e da reincidência, especialistas e defensores da segurança pública apontam que a Justiça precisa agir com rigor. O autor dos ataques precisa ser responsabilizado criminalmente mais uma vez e mantido afastado do convívio social por um longo período para resguardar a população de novos episódios de extrema violência.