Irmãos gêmeos reconstruem rotina em Israel após dois anos de cativeiro

Os irmãos gêmeos Gali e Ziv Berman completam um ano de liberdade após passarem dois anos em cativeiro na Faixa de Gaza, período marcado por violência, separação e privações. Capturados no kibutz Kfar Aza durante a ofensiva do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deixou cerca de 1.200 mortos e 250 reféns, os dois hoje tentam reestruturar suas trajetórias pessoais enquanto lidam com os traumas do conflito.

O retorno e a busca pela normalidade

Resgatados em outubro de 2025 após sofrerem espancamentos e escassez de alimentos em túneis subterrâneos, os irmãos perderam cerca de 20 kg cada um. Atualmente, Gali cursa direito, governança e diplomacia, enquanto Ziv iniciou um novo relacionamento. A adaptação, no entanto, é gradual e inclui viagens internacionais, como idas recentes aos Estados Unidos e à Tailândia, além de palestras para comunidades judaicas para relatar suas vivências.

O dramático sequestro em Kfar Aza

Antes do ataque que mudou suas vidas, os gêmeos trabalhavam como técnicos de som e iluminação e conviviam com a rotina de alertas de foguetes na chamada geração Qassam. No dia da invasão, o refúgio onde estavam foi incendiado, forçando Ziv a deixar o local para não sufocar. Eles foram levados para Gaza no carro da vizinha e amiga Emily Damari, que também foi sequestrada e posteriormente libertada.

O fechamento do ciclo

Mesmo após voltarem para casa, a sensação de liberdade dos irmãos só ficou completa semanas mais tarde, quando as forças israelenses recuperaram os restos mortais do sargento-mor Ran Gvili, último refém que ainda estava em Gaza. Hoje, celebrando aniversários e retomando paixões como o futebol e o clube Maccabi Tel Aviv, os gêmeos seguem unidos pelas marcas indeléveis do passado.

“O tempo em cativeiro sempre fará parte de mim, para o bem e para o mal”, afirmou Gali. “Mas estamos vivos. Não damos nada como garantido.”

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