Bancada evangélica encolhe na alesp após derrota nas urnas

A representação de parlamentares ligados à pauta religiosa na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) passará por uma retração expressiva no próximo ciclo legislativo, refletindo o desempenho desfavorável de seus membros no pleito recente.

Baixa expressiva na Frente Parlamentar Evangélica

Do total de 31 deputados que compõem a Frente Parlamentar Evangélica na legislatura vigente, 10 parlamentares não obtiveram êxito em suas campanhas de recondução ao cargo. Entre os nomes que ficaram fora da próxima formação estão Oseias de Madureira (PL), André Bueno (MDB), Daniel Soares (União), Eduardo Nóbrega (MDB), Edna Macedo (Republicanos), Paulo Correa Jr. (Republicanos), Márcio Nakashima (PSD), Maria Lúcia Amary (PSD), Rafa Zimbaldi (União) e Rui Alves (Republicanos).

Migração para o congresso nacional

Além dos legisladores que tentaram a reeleição sem sucesso, o grupo sofreu alterações devido à transição de esfera política de alguns de seus membros mais ativos. Outros dois integrantes do bloco, Altair Moraes (Republicanos) e Gil Diniz (PL), concorreram com sucesso a vagas no legislativo federal e assumirão cadeiras como deputados federais.

Figuras históricas e suplências

O enfraquecimento do grupo político também se estende a lideranças que mantêm forte interlocução com o segmento religioso, mas que não ocupavam formalmente assentos na frente. Candidatos como Damaris Moura (PSDB) e Marcelo Aguiar (PL) terminaram o pleito deste ano posicionados apenas na suplência, o que reforça a mudança no cenário de representatividade dentro do parlamento paulista.

Com a saída desses nomes e a mudança de esfera de outros, a correlação de forças no legislativo estadual sofrerá impactos diretos na articulação de pautas conservadoras e de interesse das igrejas a partir do próximo ano.

Deixe um comentário