O senador Flávio Bolsonaro (PL) encerrou o primeiro turno da disputa presidencial com 47,03% dos votos válidos, superando o atual presidente Lula (PT), que registrou 45,16%. Com uma diferença de 1,87 ponto percentual, os dois concorrentes se preparam para o segundo turno marcado para o dia 25 de outubro.
Panorama regional e votação proporcional
O candidato do PL obteve a maioria em quatro regiões do país, enquanto o petista concentrou sua força no Nordeste, onde alcançou 63,8% dos votos válidos, ante 30,9% de seu principal adversário. O melhor desempenho regional de Flávio ocorreu no Sul, com 60,1%, seguido pelo Sudeste, onde atingiu 51,4%.
Considerando as unidades da federação, Flávio ficou na liderança em 14 estados e no Distrito Federal, com destaque para Roraima, onde obteve seu maior percentual, atingindo 71,06%. Lula venceu em 12 estados, registrando sua maior votação proporcional no Piauí, com 70,99%. No Amapá, o cenário foi acirrado, com 45,71% para o atual presidente e 45,67% para o senador.
Comparações e o cenário no estado de São Paulo
Na avaliação territorial, o volume do eleitorado impacta diretamente o saldo nacional. Em São Paulo, Flávio abriu uma vantagem de 3,4 milhões de votos sobre Lula. Em contrapartida, na Bahia, o presidente superou o concorrente por mais de 3,2 milhões de votos. Comparando com o pleito anterior de 2022, o candidato do PL superou os percentuais de Jair Bolsonaro em 26 estados, registrando avanço expressivo no Rio Grande do Sul.
Capitais e grandes colégios eleitorais
Nas capitais, Flávio venceu em 16 das 27 cidades, enquanto Lula levou a melhor em 11. O senador se destacou em Boa Vista com 73,38%, e o petista teve seu ápice em Salvador com 65,26%. No estado de São Paulo, o representante do PL conquistou 51,93% contra 38,20% do petista, embora na capital o atual presidente tenha liderado com 46,58%.
O levantamento aponta ainda que a abstenção atingiu 21,08% do eleitorado, somando mais de 33 milhões de ausentes, configurando o maior índice histórico para um primeiro turno. Os votos brancos e nulos alcançaram 4,77% do total para a presidência.