Mais de 300 mil cidadãos brasileiros residentes no exterior compareceram às urnas no último domingo (4) para participar da escolha presidencial. Ao contrário do cenário verificado em território nacional, o presidente Lula (PT) superou o senador Flávio Bolsonaro (PL) na contagem global dos votos fora do país.
Panorama da votação internacional
O pleito foi marcado por forte competitividade, registrando uma vantagem de aproximadamente 157 mil votos para o candidato petista. Esse resultado favorável foi impulsionado principalmente por nações situadas na Europa, no Oriente Médio e na Oceania. Por outro lado, o parlamentar aliado ao PL obteve seus melhores índices de desempenho na Ásia e nas Américas, tanto do Norte quanto Latina, refletindo o alinhamento com a direita no continente americano.
Países de destaque para cada candidato
Entre os 101 países que registraram votação, uma parcela inferior a 10% optou por alternativas, nulos ou brancos, enquanto outros 32 locais contavam com eleitores aptos que acabaram não comparecendo. O atual presidente obteve vitórias em 64 nações, destacando-se em territórios como Portugal, Alemanha, França, Reino Unido e Canadá. Em contrapartida, os Estados Unidos, o Japão e o Paraguai funcionaram como os principais redutos de força para Flávio Bolsonaro.
Maiores percentuais e polarização
Em termos proporcionais, o chefe do Executivo alcançou marcas expressivas em locais como Cuba (97,74%), Argélia (87,10%), Jordânia (85,77%), Dinamarca (78,94%) e França (78,22%), além de registrar 89,81% na Síria, que estreou na votação neste ciclo. Já o representante do PL concentrou suas maiores taxas no Paraguai (84,35%), Nepal (84,62%), Ucrânia (82,61%), Guiana (81,13%), Bolívia (75,46%) e Japão (71,69%).
A divisão política global também ecoou nas urnas brasileiras no exterior. Na Palestina, o petista atingiu 93,09% da preferência do eleitorado, ao passo que, em Israel, o parlamentar do PL saiu vitorioso com 74,29% dos votos.