Flávio Bolsonaro defende mudanças na Constituição após polêmica

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou nesta quarta-feira (7) que pretende utilizar o capital político de uma possível vitória eleitoral para buscar a aprovação de reformas na Constituição. Entre os pontos citados pelo presidenciável estão modificações no Poder Judiciário, diminuição da maioridade penal, reforma política, ajustes na tributação e o encerramento do instituto da reeleição presidencial.

Propostas para o mandato e reeleição

Ao abordar o fim da reeleição, o senador mencionou que o mandato presidencial poderia ser estendido de quatro para cinco anos, deixando a definição a cargo do Congresso Nacional, que também decidiria se a regra abrangeria os governadores. As falas ocorrem após o parlamentar afirmar em Goiânia que pretendia usar a maioria de direita no Legislativo para alterar a Carta Magna com o objetivo de, segundo ele, “redemocratizar o país”. Na quarta-feira, ele reforçou a tese de que o Brasil não vive atualmente em uma “democracia plena”.

Articulação com o Congresso e o STF

O candidato negou que as alterações constitucionais representem um plano para executar medidas que não foram realizadas durante a gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), classificando tais análises como especulação. Para o senador, o perfil do Congresso Nacional formado nas eleições apresenta maior afinidade com uma eventual gestão própria do que com um novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Bancadas e novas alianças políticas

O PL assegurou as maiores bancadas na Câmara dos Deputados, com 121 parlamentares, e no Senado, com 28 representantes. Conforme a avaliação de Flávio, essa distribuição dificultaria a governabilidade de Lula e influenciaria futuras escolhas para vagas no Supremo Tribunal Federal (STF). O senador ressaltou que planeja administrar o país com “ponderação, segurança jurídica, respeito à Constituição e respeito à política”.

As manifestações surgem na esteira de apoios oficiais obtidos pelo candidato do PP, União Brasil e do partido Novo, cujas bancadas declararam respaldo à sua postulação com base em afinidades programáticas, sem confirmação de negociações ministeriais.

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