Influenciadora é banida da Maratona de Berlim após fraude com bicicleta

Uma criadora de conteúdo digital da China sofreu a desclassificação oficial da Maratona de Berlim, na Alemanha, após investigações comprovarem que ela utilizou uma bicicleta para avançar pelo trajeto oficial de 42,2 km da competição realizada em setembro.

Como a fraude na corrida foi descoberta

A corredora Yuanyuan Sun, de 30 anos e amplamente conhecida pelo apelido de Abeeeer nas plataformas digitais, havia inicialmente registrado o tempo final de 4h53min46s. Na época, ela chegou a exibir fotos com a medalha conquistada e comemorou o que seria sua melhor marca pessoal no espetáculo esportivo da capital alemã.

Contudo, a irregularidade acabou identificada pelo OMTIU (Official Marathon Time Integrity Unit), órgão fundado no final do ano anterior com o propósito exclusivo de combater fraudes e condutas desonestas em eventos de atletismo em todo o mundo.

Análise de parciais revelou o uso do veículo

De acordo com publicações especializadas, a unidade de controle de integridade desconfiou da atleta após notar um salto incomum de desempenho. A influenciadora marcou sua parcial de 5 km mais veloz justamente entre os quilômetros 35 e 40, completando o trecho com uma vantagem de seis minutos em relação ao ritmo que vinha mantendo na etapa anterior.

Diante das evidências técnicas coletadas, a organização do evento esportivo retirou o nome da competidora da lista definitiva de resultados. Com a repercussão negativa do caso, a corredora utilizou a rede social RedNote, onde possui aproximadamente 520 mil seguidores e costuma compartilhar rotinas de treinamento, para divulgar uma retratação pública.

Retratação e consequências contratuais

“Usar uma bicicleta durante a Maratona de Berlim de fato violou as regras da prova”, disse a influenciadora. “Mesmo que eu tenha me sentido mal durante o percurso, isso jamais deveria servir de justificativa para que eu descumprisse as regras.”

A punição esportiva veio acompanhada de um forte impacto comercial. A empresa de materiais esportivos Brooks China comunicou o encerramento imediato do acordo de patrocínio que mantinha com a criadora de conteúdo após apurar o ocorrido.

“Após verificar os fatos, a Brooks China encerrou imediatamente sua relação com a influenciadora e reafirmou publicamente o compromisso da marca com a integridade, a justiça e o espírito da corrida”, disse um porta-voz da empresa ao The Athletic.

Fraudes em grandes competições de corrida de rua não constituem novidade no esporte mundial. Um dos episódios mais históricos e marcantes ocorreu em 1979, quando a competidora Rosie Ruiz utilizou o sistema de metrô para conseguir completar o trajeto da tradicional Maratona de Nova York.

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