Menos de 48 horas após o presidente Lula terminar o primeiro turno das eleições atrás de Flávio Bolsonaro, o deputado federal André Janones assumiu a missão de expandir a tropa digital do governo. Reeleito no último domingo, o parlamentar iniciou uma articulação por conta própria para aproximar o petista dos eleitores nas redes sociais e tentar virar votos nas três semanas restantes da disputa.
A estratégia do “Exército do Lula” no WhatsApp
O parlamentar transformou em QG virtual o canal de mensagens “Exército do Lula”, criado em abril, que contava com cerca de 50 mil participantes antes da votação inicial. Com instruções enviadas a cada hora para que novos membros convidem outras três pessoas, o grupo ultrapassou a marca de 1 milhão de integrantes em poucos dias.
A meta de Janones é alcançar entre 2 e 3 milhões de seguidores para organizar a militância e garantir postagens coesas sobre a campanha em diferentes plataformas digitais, alcançando capilaridade semelhante à dos influenciadores de direita.
Críticas à comunicação tradicional e foco na humanização
Conhecido por sua atuação incisiva na internet, o deputado criticou o modelo atual de divulgação da campanha e defendeu uma guinada na forma como o presidente se apresenta ao público. Para ele, a comunicação falha pode custar a reeleição.
Entre as sugestões apresentadas, Janones defende que gravações simples, feitas com um celular, mostrem trechos do cotidiano de Lula, como visitas a beneficiários de programas sociais e momentos de descanso, criando maior identificação com o eleitor comum.
O parlamentar ainda planeja estruturar um conselho com outros nomes de destaque nas redes sociais para gerenciar o grande fluxo de apoiadores e unificar o discurso da militância até o final da eleição.