Mãe e filha escapam de árvore que desabou durante temporal no interior paulista

Uma forte ventania registrada em São José do Rio Preto, no interior paulista, quase terminou em tragédia para uma mulher de 32 anos e sua filha de 16 anos. As duas foram atingidas pela queda de uma árvore no bairro Duas Vendas enquanto estavam do lado de fora da residência, enfrentando momentos de pânico e tensão até conseguir escapar do impacto.

Momentos de pânico e socorro imediato

O incidente aconteceu repentinamente após as vítimas ouvirem um forte estrondo nas proximidades. De acordo com o relato das moradoras, a tentativa de fuga foi frustrada pela velocidade do fenômeno. “Foi um desespero, medo. O pior podia ter acontecido comigo e com minha filha. Na hora eu pedi para Deus pôr a mão na gente, que nada de tão grave ia acontecer”, lembra Lorena Nora da Silva.

O resgate rápido só foi possível graças à intervenção dos moradores vizinhos, que escutaram os pedidos de socorro e prestaram auxílio inicial antes da chegada do atendimento médico. Ambas foram levadas às pressas para a Santa Casa de São José do Rio Preto. O episódio ocorreu logo após a Defesa Civil emitir alertas via celular sobre rajadas intensas de vento e temporais com risco de granizo na região.

Impacto e exames médicos

Ketellyn Vitória Nora da Silva suportou o impacto mais violento do tronco, sofrendo um golpe na cabeça e na área da coluna, o que a fez cair de bruços no solo. A gravidade da situação gerou preocupação médica imediata quanto a possíveis lesões vertebrais, exigindo que a adolescente permanecesse com o pescoço totalmente imobilizado até a realização de exames detalhados.

Alívio e recuperação em casa

A ressonância magnética realizada posteriormente descartou qualquer fratura óssea, trazendo alívio para a família. “Quando se fala em coluna, a gente já imagina tanta coisa. Meu Deus, foi um grande livramento. Nascemos de novo”, afirma a mãe.

Lorena também sofreu ferimentos ao cair sentada sobre uma das pernas, lesionando o pé durante o acidente. Após passarem por avaliações médicas, mãe e filha receberam alta no dia 5 de janeiro e seguem o processo de recuperação em domicílio. Apesar do desfecho favorável, a moradora manifestou preocupação com a segurança local, apontando a existência de outras árvores em estado precário nas redondezas.

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