Mdb racha em torno do segundo turno e maioria quer aliança com flávio bolsonaro

A cúpula do MDB enfrenta um racha interno para o segundo turno da disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Lula (PT). A maior parte dos diretórios estaduais da sigla manifestou o desejo de embarcar na campanha do candidato do PL, gerando um impasse com a presidência nacional da legenda.

Divisão nos estados e pressão da maioria

Dos 27 diretórios do partido, ao menos 15 se posicionaram a favor de caminhar com o postulante liberal. Entre as unidades da federação que endossam o movimento estão São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Articulação política e o papel de Baleia Rossi

As conversas e articulações nos bastidores são conduzidas por lideranças expressivas, como o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), o vice-governador Felício Ramuth (MDB), o prefeito da capital paulista Ricardo Nunes (MDB) e o governador goiano Daniel Vilela (MDB). Do outro lado, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, tenta segurar a pressão exercida pela campanha de Flávio, que tenta obter uma resposta definitiva até esta quinta-feira (8), mantendo a postura de neutralidade.

Enfraquecimento da ala petista

A resistência da direção nacional esbarra no enfraquecimento do setor do partido historicamente alinhado a Lula. Esse grupo perdeu força política após os reveses eleitorais do primeiro turno, destacando-se as derrotas da família Calheiros na disputa pelo governo e pelo Senado em Alagoas, bem como o revés da família Barbalho no Pará, onde a tentativa de reeleição da governadora Hana Ghassan não obteve sucesso.

Com o cenário de divisões internas e fortes pressões vindas dos estados, o futuro posicionamento oficial da sigla segue indefinido enquanto o comando partidário avalia os custos políticos de abandonar a neutralidade.

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