A gigante petrolífera Shell projeta que as margens de refino no terceiro trimestre alcancem o patamar inédito de US$ 42, equivalente a R$ 208,93, por barril. O valor representa um salto expressivo em comparação aos US$ 24, ou R$ 119,39, registrados no período anterior, impulsionado pelo impacto de conflitos geopolíticos na oferta de combustíveis.
Impacto do conflito no mercado global
As cotações do petróleo bruto tipo Brent dispararam após ataques envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã no final de fevereiro. A retaliação resultou no fechamento do estreito de Hormuz e em investidas contra países vizinhos do Golfo, elevando o barril para patamares superiores a US$ 101.
Ações emergenciais e reflexos financeiros
Diante da escassez de combustíveis gerada pelas interrupções logísticas, nações do G7 firmaram um acordo na semana passada para liberar reservas estratégicas de emergência de diesel e petróleo bruto. Com o encarecimento da energia, as grandes companhias do setor tendem a acumular lucros bilionários extraordinários.
Projeções operacionais da companhia
A estimativa é de que os resultados das operações de comercialização de gás e derivados fiquem alinhados ao trimestre passado, período que garantiu o segundo maior lucro histórico da empresa. Paralelamente, a produção integrada de gás foi revista para cima, alcançando de 740 mil a 780 mil barris de óleo equivalente por dia.
Por outro lado, a produção de gás natural liquefeito deve oscilar entre 7,2 milhões e 7,6 milhões de toneladas métricas. No segmento upstream, a companhia ajustou sua perspectiva para o terceiro trimestre para um intervalo de 1,74 milhão a 1,84 milhão de boed.