O Tribunal Superior de Londres confirmou, nesta quinta-feira (8), que as autoridades policiais britânicas reconheceram a ilegalidade das operações de busca realizadas em fevereiro nas propriedades do príncipe Andrew. A ação fez parte das investigações relacionadas ao falecido criminoso Jeffrey Epstein, que envolvem o irmão do rei Charles III em suspeitas de condutas indevidas.
Anulação dos mandados e destino das provas
De acordo com informações divulgadas pelo tribunal, os mandados foram oficialmente “anuladas” em 22 de julho. Em suas primeiras manifestações públicas sobre o caso, o juiz Nicholas Hilliard, do Tribunal Superior de Londres, confirmou que a polícia admitiu que “os mandados de busca eram ilegais”.
Apesar da falha processual, o magistrado ponderou que a decisão não invalida o inquérito em sua totalidade. Conforme ressaltou o juiz, “isso não encerra a investigação nem significa que toda a investigação tenha sido ilegal”. Atualmente, a corporação busca meios legais para manter a posse dos itens recolhidos durante as diligências em Sandringham e em uma antiga residência em Windsor.
Contexto das investigações contra Andrew
O ex-príncipe, de 66 anos, foi detido brevemente em 19 de fevereiro. Ele enfrenta acusações de “má conduta no exercício de função pública”, sob a suspeita de ter compartilhado dados financeiros sigilosos com Epstein enquanto atuava como enviado especial do Reino Unido para o Comércio entre 2001 e 2011. Além disso, o envolvimento do nobre com o caso Epstein inclui a análise de denúncias de agressão sexual.
Mudanças na vida pública e pessoal
Andrew Mountbatten-Windsor, que nega qualquer irregularidade, ainda não foi formalmente acusado. O caso também ganhou novos contornos após as acusações feitas por Virginia Giuffre, que alegou ter sofrido agressões sexuais pelo nobre quando tinha 17 anos. Giuffre, vale lembrar, morreu por suicídio em abril de 2025, aos 41 anos.
Desde o afastamento da família real e a perda de seus títulos em 2025, Andrew deixou a residência de Royal Lodge, em Windsor, onde viveu por duas décadas, e passou a residir na propriedade privada do monarca em Sandringham, no condado de Norfolk.