Um incêndio de grandes proporções atingiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, gerando um prejuízo financeiro estimado inicialmente em R$ 100 milhões pela gestão acadêmica.
Destruição de pesquisas e laboratórios
As chamas consumiram totalmente o pavimento superior do edifício situado na Cidade Universitária, zona oeste da capital. O local abrigava importantes laboratórios de pesquisa voltados para as áreas de fármacos, genética e informática, além de insumos, materiais e equipamentos de alto valor.
Impacto irreparável para a pós-graduação
Além da perda material, o incidente comprometeu o andamento de aproximadamente 80 dissertações e teses de doutorado. Acervos de dados acumulados ao longo de cerca de duas décadas também viraram cinzas.
“Nós estimamos que funcionavam ali vários grupos de pesquisa, algo em torno de 80 dissertações e teses de doutorado. É uma perda irreparável, porque dados de 20 anos de pesquisa eram também guardados nos espaços”Alfredo Gomes em conversa com jornalistas
Ações da universidade e apoio federal
Diante da gravidade da situação, a reitoria planeja reuniões com as equipes afetadas para dimensionar detalhadamente as perdas e verificar a integridade estrutural do imóvel. O Ministério da Educação declarou suporte integral à instituição de ensino.
“Estamos em contato com a reitoria da UFPE e acompanhamos as investigações para apurar as causas do incêndio”, escreveu Barchini em uma publicação nas redes sociais.
A Advocacia-Geral da União ordenou que a Procuradoria-Geral Federal monitore todas as apurações relacionadas ao episódio.
Investigação da Polícia Federal
A Polícia Federal abriu um inquérito para esclarecer a origem do fogo que começou por volta das 20h de uma quarta-feira. Peritos já atuam no campus e mantêm contato direto com o Corpo de Bombeiros, que mobilizou oito viaturas para controlar o sinistro, finalizando o rescaldo na manhã seguinte sem registro de feridos.
Este foi o terceiro incêndio registrado em dependências da UFPE em um intervalo de aproximadamente uma semana, acendendo o alerta das autoridades para apurar se há relação ou falhas estruturais recorrentes nos campi da instituição.