Na madrugada desta quinta-feira (8), a Polícia Civil colocou nas ruas a Operação Chave Mestra com o objetivo de desarticular um grupo criminoso focado em invasões, roubos e furtos a residências de alto padrão situadas no interior do estado de São Paulo. A ofensiva policial tem como foco alvos que agiam nas cidades de Americana e Jundiaí, resultando no cumprimento de 11 mandados de prisão temporária e 27 mandados de busca e apreensão em locais associados aos suspeitos.
Estratégia e planejamento da quadrilha
O direcionamento da operação está a cargo de equipes do 42º Distrito Policial, localizado no Parque São Lucas, na Zona Leste da capital. Para cumprir as ordens judiciais, a mobilização conta com o emprego de ao menos 40 agentes de segurança e 20 viaturas empenhadas nas diligências.
Conforme apurado no inquérito, os criminosos recorriam a instrumentos de arrombamento, a exemplo de pés de cabra e chaves de fenda de grande porte, para invadir os imóveis. Além disso, os suspeitos adotavam o uso de luvas e vestimentas adequadas para dificultar o reconhecimento facial e a posterior identificação pelas autoridades durante os delitos.
Investigação e modus operandi
Os trabalhos investigativos tiveram início após uma intervenção da Polícia Militar em 19 de junho de 2026. Na ocasião, quatro indivíduos acabaram interceptados a bordo de um veículo repleto de ferramentas apropriadas para a prática de arrombamentos.
A partir desse flagrante, a corporação aprofundou as apurações e desvendaram uma organização criminosa estruturada que, segundo a polícia, operava há aproximadamente umze meses. A facção contava com uma nítida divisão de papéis: alguns membros selecionavam os alvos, outros realizavam a vigilância dos locais, enquanto equipes específicas invadiam os domicílios em busca de dinheiro, joias e eletrônicos.
O papel da receptação e o grupo de mensagens
Passada a fase de execução dos crimes, outros participantes do esquema assumiam a responsabilidade de repassar os bens subtraídos, alimentando uma rede clandestina de receptação dos artigos furtados.
Durante a perícia no aparelho telefônico de um dos suspeitos, os agentes localizaram um grupo de bate-papo empregado na coordenação das investidas, cujos integrantes se autodenominavam “Equipe Quebra Tudo 999”. Com a atual fase da Operação Chave Mestra, a polícia busca recolher novas provas, efetuar as prisões e ampliar a apuração sobre a rede de receptadores.