A Polícia Civil de São Paulo está apurando pelo menos oito homicídios com indícios de execução ocorridos em várias áreas da capital. O padrão de como alguns corpos foram localizados gerou forte repercussão nas redes sociais, embora as autoridades tenham esclarecido que, até o momento, não existem provas de que os crimes tenham sido perpetrados por um serial killer.
Esclarecimentos sobre o suposto assassino em série
A diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Ivalda Aleixo, declarou na quarta-feira (7) que a hipótese de um assassino em série deve ser encarada apenas como um boato.
“Não existe nenhuma evidência de que um serial killer está agindo em São Paulo”Delegada Ivalda Aleixo
Conforme dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), o DHPP conduz oito ocorrências distintas, sendo que cada uma possui um inquérito policial próprio e tramita de forma individualizada na corporação.
Distribuição dos casos e perfil das vítimas
Os episódios foram contabilizados em múltiplos bairros: quatro na zona leste, três na zona sul, um na zona norte e um na zona oeste, sem notificações na região central até o momento. Dos oito casos, sete pessoas já tiveram suas identidades reconhecidas pelas autoridades, enquanto uma permanece sem identificação oficial.
O alarme nas redes sociais ocorreu principalmente pela forma como os corpos foram abandonados, muitas vezes envoltos em sacos, mantas ou cobertores. Contudo, a delegada Ivalda Aleixo pontuou que esse procedimento não basta para correlacionar os episódios.
“Esse tipo de acondicionamento infelizmente é recorrente para transportar e ocultar cadáveres. Mas, isoladamente, não constitui a assinatura de um criminoso”, explicou a delegada.
Ocorrências de destaque e novas linhas de apuração
Entre os episódios sob análise está um corpo achado amarrado no interior de um saco em 5 de setembro, no Jabaquara, zona sul. Outra situação aconteceu em 19 de setembro, quando um cadáver esquartejado foi descoberto no Jaçanã, zona norte.
Apesar da atenção gerada, o DHPP também investiga a possível ligação de algumas mortes com o chamado “tribunal do crime” do Primeiro Comando da Capital (PCC), estrutura de julgamento paralela mantida pela facção. A SSP avalia hipóteses de vingança e “justiçamento”, embora não haja confirmação de vínculo entre os homicídios.
As diligências continuam focadas na identificação de suspeitos, na apuração das motivações e na descoberta da identidade da última vítima remanescente, com os inquéritos mantidos em separado pela polícia.