A articulação política do governo reagiu com rapidez às novas declarações prestadas por Daniel Vorcaro a respeito do financiamento de produções cinematográficas envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma gravação de áudio distribuída para apoiadores e militantes, o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, classificou os relatos como uma investida de caráter eleitoral.
Reação imediata e contestação jurídica
Na mensagem de quase cinco minutos, o dirigente partidário enfatizou a urgência de uma resposta coordenada para desconstituir as informações veiculadas recentemente pela imprensa. Segundo o político, o material não possui validade jurídica perante os órgãos de investigação competentes.
“Ela nunca foi aceita como delação, nem pela Polícia Federal, tampouco pelo Ministério Público. Porque ela é uma declaração claramente com viés político. Portanto ela não tem base material alguma, não tem prova nenhuma”, afirmou Edinho.
Diferenças entre produções cinematográficas
De acordo com apurações jornalísticas divulgadas pela revista Veja, o ex-banqueiro teria relatado aos investigadores ter financiado um longa-metragem sobre a biografia do atual mandatário por meio de repasses realizados “por fora”. No mesmo depoimento, o financiamento da película Dark Horse, focada em Jair Bolsonaro, foi classificado por ele como um patrocínio regular.
Críticas à postura do investigado
Durante a conversa com a base de apoio, o dirigente argumentou que a sociedade precisa compreender o contexto das declarações, acusando o autor das falas de adotar dois pesos e duas medidas em relação aos concorrentes políticos.
“Ele faz acusações levianas, sem provas, contra a campanha de Lula, tentando envolver lideranças na nossa campanha e claramente protege o Flávio Bolsonaro. O Flávio [financiamento do Dark Horse], tem sim, materialidade”, disse.
Por fim, o comando da legenda avalia que a divulgação dessas informações busca desgastar a imagem do governo e orienta os correligionários a manterem o foco estratégico nas críticas aos adversários, associando a figura de Flávio Bolsonaro (PL) a retrocessos sociais e econômicos.
“Flávio representa o Brasil sem reposição de BPC, aposentadorias, sem Farmacia Popular. Não queremos alguém com relação com crime organizado. E vamos continuar mostrando quem é o presidente Lula”, concluiu.