O Ministério Público do Rio de Janeiro iniciou uma apuração para verificar o envolvimento de figuras públicas na promoção de cassinos online e plataformas de apostas sem autorização legal através do Instagram. A lista de investigados inclui o vencedor do BBB 24, Davi Brito, sua irmã e ex-participante de A Fazenda, Raquel Brito, além de Bia Miranda, que também integrou o reality show rural.
Estratégias para burlar proibições
O objetivo do inquérito é mapear eventuais métodos adotados para propagar jogos de azar sob o disfarce de plataformas de adivinhação, logo após o cerco regulatório contra sites irregulares. A suspeita é de que os criadores de conteúdo compartilhem links nos stories afirmando que os serviços não se tratam de apostas, enquanto os usuários se deparam com ambientes que exigem aportes financeiros reais.
Origem das denúncias
As investigações tiveram início a partir de representações enviadas à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), impulsionadas por um material divulgado pelo jornalista e influenciador Gabriel Perline. O registro expôs como perfis na internet estariam arquitetando subterfúgios para contornar as limitações impostas à publicidade de apostas proibidas no país.
Dinâmica das postagens
Conforme apurado, a prática envolvia a inserção dos links em contextos corriqueiros, como esquetes cômicas e diálogos informais, com o intuito de prevenir denúncias e derrubadas de publicações. Em uma das postagens registradas, Davi teria se referindo a uma plataforma não regulamentada como “resenha boa”. Já Bia divulgou uma página com a seguinte mensagem: “Vim mostrar a novidade do momento de novo! Não é bet, não é aposta. Você tem que completar a palavra para ganhar”.
Os citados e suas respectivas equipes de assessoria foram contatados, mas apenas Davi sinalizou que enviaria uma resposta, sem contudo formalizar um posicionamento até o momento da divulgação dos dados. Paralelamente, a fiscalização busca compreender se perfis menores migraram para serviços clandestinos após a queda de mais de 11 mil páginas irregulares promovida pelo Ministério da Fazenda.