Saúde de Goiás alerta para falsa percepção de risco diante da sífilis

Campanhas ao longo deste mês destacam a relevância da prevenção, da testagem e do tratamento adequado da sífilis em Goiás, além dos cuidados essenciais para barrar a transmissão de mãe para filho. A infecção acomete indivíduos de diversos perfis, inclusive aqueles que imaginam estar totalmente livres de perigo. “Não só a sífilis, como todas as outras infecções sexualmente transmissíveis não têm cara, não têm aparência”, alerta Ana Paula Vieira de Deus, coordenadora de Apoio Estratégico em Atenção às IST e Agravos Transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO).

Cenário dos registros em Goiás

Balanços parciais divulgados pela pasta estadual indicam 7.783 ocorrências da doença no território goiano. Desse total, os homens respondem por 62,89% dos diagnósticos. Em Goiânia, o cenário também preocupa, somando 4.636 registros e mais de 2,6 mil notificações apenas nos primeiros meses do ano seguinte. A população entre 20 e 29 anos lidera as estatísticas, seguida de perto pela faixa etária dos 30 aos 39 anos.

Tratamento e risco de reinfecção

Provocada por uma bactéria, a enfermidade tem cura garantida por meio da medicação correta, mas a recuperação não confere imunidade permanente. Isso significa que o paciente pode contrair o agravo novamente caso se exponha outra vez, tornando a prevenção indispensável mesmo após a cura. “A pessoa pode se infectar por mais de uma vez, mesmo com o tratamento efetivo”, esclarece a coordenadora, pontuando que o combate exige assistência completa e conclusão da terapia medicamentosa.

Cuidados redobrados no período gestacional

Durante a gravidez, a bactéria responsável pela enfermidade representa um perigo severo, pois pode ser repassada para o bebê e provocar desfechos trágicos, como o aborto. Por isso, a testagem no pré-natal e a abordagem conjunta das parcerias sexuais são indispensáveis. “A sífilis, já na gestação, exige uma atenção redobrada, porque aqui a gente está falando do risco enorme de transmissão da mãe para o bebê”, reforça Ana Paula.

Para ampliar o acesso ao diagnóstico precoce, as Unidades Básicas de Saúde disponibilizam exames rápidos. A recomendação das autoridades sanitárias é para que qualquer pessoa com suspeita de exposição procure atendimento médico imediato, sem necessidade de aguardar o surgimento de sintomas aparentes, assegurando que a assistência chegue antes de qualquer complicação maior.

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