Grupo jurídico aciona PF e alega depoimento falso de banqueiro

O coletivo jurídico Prerrogativas anunciou que solicitará à Polícia Federal a abertura de um inquérito policial. A medida ocorre após o grupo receber relatos de que o banqueiro Daniel Vorcaro teria prestado um falso depoimento à corporação a respeito de um suposto repasse financeiro para a produção de um filme dirigido pelo cineasta estadunidense Oliver Stone sobre o chefe do Executivo federal.

Suposta troca de benefícios penais

Conforme as informações obtidas pelo grupo, o depoimento teria sido realizado com o intuito de causar danos políticos ao governo atual. Em troca dessa colaboração, Vorcaro teria sido beneficiado com a promessa de progressão de pena para prisão domiciliar com monitoramento eletrônico no início de 2027, enquanto seu pai, Henrique Vorcaro, conseguiria deixar o cárcere de forma imediata.

“Foi dito ao grupo Prerrogativas que esse depoimento [de Vorcaro] foi dado recentemente à Polícia Federal, com o objetivo de trazer prejuízos políticos e eleitorais ao presidente Lula, à campanha e a alguns ministros, que foram indevidamente envolvidos nesse suposto pedido”, diz o advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador do grupo, que é alinhado ao governo Lula.

“Em contrapartida, Vorcaro receberia como um gesto a soltura do seu pai e também a promessa da sua própria soltura, que seria feita depois da eleição, com tornozeleira eletrônica e prisão domiciliar”, acrescenta.

Controvérsia sobre produções cinematográficas

O documentário em questão, batizado de “Lula”, estreou no ano de 2024. De acordo com a liderança do Prerrogativas, a intenção por trás das declarações era gerar uma falsa comparação com o patrocínio do longa-metragem “Dark Horse”, que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro e contou com investimentos do ex-proprietário do banco Master. A defesa ressalta que a obra sobre o atual mandatário não recebeu qualquer aporte financeiro do banqueiro.

Investigação oficial

Diante da gravidade dos relatos levantados, o coletivo jurídico pretende acionar formalmente as autoridades policiais para esclarecer os fatos e verificar a veracidade das acusações que, segundo eles, buscam interferir no cenário político nacional.

“Com base nessa informação nós vamos requerer à Polícia Federal que instaure inquérito para apurar se essas notícias são ou não verdadeiras”, afirma. “Em um passado recente isso foi usado com o objetivo de provocar prejuízos eleitorais”.

Deixe um comentário