A Universidade Federal Fluminense (UFF), situada em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, encaminhou à Polícia Federal nesta quinta-feira (8) um conjunto de mensagens que relatam uma suposta ameaça de incêndio criminoso direcionada ao campus da instituição.
Mensagens com ameaças em aplicativo
O material apurado foi trocado no mesmo dia em um grupo de mensagens batizado de “Juntos com Bolsonaro”, o qual não possui ligação oficial com a campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Durante a interação, um dos integrantes questionou se havia estudantes da universidade no chat e, diante da resposta negativa, compartilhou uma lista nomeada “incendiar UFF de madrugada” para que outros membros inserissem seus nomes.
Além do risco de fogo, o grupo registrou outras incitações à violência. “manifestação em frente à UFF hoje 19h, vamos bater nos petistas”, registrou um participante, enquanto outro trecho propagado afirmava: “Vamos infiltrados e esfaquear o líder da baderna”. Em um registro de tela posterior, um aluno da instituição cobrou satisfações do suposto autor da ameaça de incêndio, que respondeu classificando a ação como “mera brincadeira”.
Medidas de proteção adotadas
Diante do cenário, a administração da universidade confirmou por meio de nota oficial que solicitou à Prefeitura de Niterói o reforço no policiamento nos arredores dos campi, além de intensificar a vigilância interna própria.
“Seguimos atentos à situação, pautando nossa atuação pela agilidade e responsabilidade, para garantir a segurança de toda a comunidade universitária, a preservação da vida e a proteção do patrimônio público”, diz a nota da universidade.
Investigações e contexto nacional
A repercussão ocorre logo após um incêndio de grandes proporções destruir, na noite de quarta-feira (7), um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) no Recife, comprometendo laboratórios de informática, genética e fármacos. A Polícia Federal apura se o episódio teve causas acidentais ou criminosas, enquanto coletivos estudantis e correntes de esquerda denunciam um clima de intimidação nas redes sociais.
Até o momento, os números de telefone vinculados aos autores das postagens no grupo fluminense não retornaram os contatos da reportagem, e a Polícia Federal não se pronunciou formalmente sobre a abertura de inquérito específico para o caso da instituição do Rio de Janeiro.