Terremoto de magnitude 7,7 atinge o Panamá e gera alerta de tsunami

Um poderoso terremoto de magnitude 7,7 atingiu a região sul do Panamá nesta sexta-feira (9), provocando a evacuação de edifícios, danos estruturais e a emissão de alertas de tsunami em vários países da América Central e da América do Sul.

Epicentro, profundidade e impacto regional

O abalo sísmico aconteceu por volta das 12h56 no horário local (14h56 em Brasília), a uma profundidade de cerca de 10 quilômetros, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O epicentro foi registrado a 21 quilômetros ao norte de Tonosí, na zona centro-sul panamenha. A força do tremor foi sentida com intensidade na Cidade do Panamá e chegou a ser percebida em San José, capital da Costa Rica. Imagens de televisão e relatos da imprensa internacional mostraram centenas de pessoas correndo para as ruas em meio ao pânico.

Moradores de áreas próximas ao epicentro relataram destruição em residências. “Estamos com medo. Somos apenas nós dois, já idosos, aqui. A casa está rachada, e tememos que ela desabe sobre minY”, disse Ricardo Brown, de 74 anos, morador da província de Herrera.

Alerta de tsunami e paralisação de serviços

Na sequência do evento sísmico, o Sistema de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos indicou riscos potenciais de ondas gigantes ao longo da costa do Pacífico que banha a América Central, além de trechos da Colômbia e do Equador. O Chile também adotou medidas preventivas e emitiu um aviso de alerta.

No território panamenho, o impacto gerou paralisações em setores estratégicos. Duas linhas do metrô da capital suspenderam as atividades temporariamente, enquanto o Aeroporto Internacional do Panamá fechou as portas e retirou passageiros para a área da pista. O operador elétrico nacional apontou falhas no abastecimento de energia em seis das dez províncias, e o Ministério da Educação determinou a suspensão das aulas escolares no período da tarde. Por outro lado, a Autoridade do Canal do Panamá confirmou que a estrutura não sofreu avarias e manteve a normalidade das operações.

Reação do governo e réplicas

Diante da situação de emergência, o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, usou as redes sociais para pedir calma à população e confirmar que acionou os órgãos técnicos para apurar os estragos. “Não se deve usar o ocorrido para gerar alarme e desordem”, afirmou.

As equipes de resgate concentram as avaliações de danos nas províncias de Herrera, Azuero, Veraguas e Los Santos. O tremor principal foi seguido por diversas réplicas expressivas, incluindo uma de magnitude 6. Embora abalos sejam raros na Cidade do Panamá — ocorrendo com mais regularidade na província de Chiriquí —, o evento desta sexta-feira deixou o país em estado de máxima atenção.

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