Áudio atribuído a Daniel Vorcaro sobre filme de Lula é alvo de suspeita eleitoral

Procuradores que acompanham as investigações do caso Master suspeitam que o áudio em que Daniel Vorcaro afirma ter repassado verbas para um documentário sobre a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva foi gravado clandestinamente no ambiente prisional. O material veio a público na última sexta-feira (9), trazendo declarações do ex-banqueiro sobre um suposto acerto de propinas com o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, visando a liberação de recursos de fundos de pensão públicos.

Suspeita de captação ilegal na prisão

Caso a autenticidade e o local da gravação sejam confirmados na Papudinha, em Brasília, o ato configurará infração legal. Isso porque o regulamento do estabelecimento penal proíbe o ingresso de aparelhos celulares ou dispositivos de áudio por parte dos visitantes autorizados. A informação sobre a linha de investigação adotada pelos investigadores foi levantada pela colunista Mônica Bergamo.

Repercussão da equipe de cineastas e da campanha

Em nota oficial, a produção do cineasta Oliver Stone, responsável pelo documentário biográfico sobre o atual presidente, declarou que jamais solicitou ou recebeu qualquer montante financeiro de Vorcaro, tampouco teve conhecimento de tal demanda. Por sua vez, a coordenação da campanha de Lula rechaçou o conteúdo e avalia que o arquivo de voz pode ter sofrido alterações, motivando o acionamento formal da Polícia Federal (PF).

Posicionamento da defesa jurídica

Entre os defensores do ex-banqueiro, integrantes do grupo jurídico também trabalham com a hipótese de uma captação irregular ocorrida meses atrás e mantida em sigilo até o vazamento estratégico recente com fins políticos. A suspeita recai sobre eventuais falhas na segurança do presídio que permitiram a entrada de equipamentos por visitantes, agentes estatais ou mesmo por profissionais de advocacia vinculados às defesas.

Fontes ligadas tanto à acusação quanto à defesa enfatizaram que a menção ao suposto patrocínio cinematográfico jamais integrou tratativas de colaboração premiada, assim como nenhum arquivo com esse teor foi protocolado junto à Procuradoria-Geral da República.

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