Casal é preso na Califórnia acusado de abusar de 14 crianças

Um casal foi detido na cidade de Arcadia, no estado americano da Califórnia, sob graves acusações de abuso infantil e coação de testemunhas envolvendo pelo menos 14 crianças geradas por barriga de aluguel. Alguns dos menores resgatados tinham apenas dois meses de idade, em um caso classificado pelas autoridades locais como sem precedentes na região.

Operação policial e descoberta na mansão

A investigação teve início em maio de 2025, quando Silvia Zhang levou um bebê de dois meses ao hospital apresentando uma lesão na cabeça, alegando aos médicos que a criança havia sofrido uma queda da cama. O hospital acionou as autoridades, o que levou a polícia a cumprir mandados de busca na residência onde o casal morava, resultando na retirada de 21 menores que estavam sob a custódia dos suspeitos.

Durante as diligências, os agentes descobriram na propriedade três cômodos distintos apelidados de “centros de aprendizagem”, operados sob a supervisão de babás. A investigação apontou ainda a instalação de 32 câmeras com sensores de movimento na mansão, equipamentos que, segundo a promotoria, serviam para fiscalizar o cumprimento das ordens de disciplina impostas às babás.

Acusações formais e defesa dos suspeitos

Guojun Xuan, de 66 anos, e Silvia Zhang, de 39, comandavam um negócio próprio de gestação por substituição e teriam enganado mulheres contratadas como mães substitutas, ocultando a dimensão dos planos reprodutivos. Perante a Justiça de Pasadena, ambos se declararam inocentes das acusações de conspiração e maus-tratos físicos sistemáticos contra as crianças resgatadas.

Envolvimento de funcionária e desdobramentos

Entre os alvos da investigação está a babá Chunmei Li, de 58 anos, apontada como responsável pelas agressões contra o bebê internado com traumatismo craniano dias antes da hospitalização. Segundo os registros policiais, Li já possuía mandado de prisão em aberto e era considerada foragida por suspeita anterior de delito grave envolvendo risco de lesão corporal a menores.

Representantes legais dos réus negaram as acusações formalizadas pelo Ministério Público estadual. O advogado Mitchell Krems afirmou que seu cliente “está sendo objeto de ataques por exercer seu direito constitucional de ter uma família numerosa”, além de classificar as denúncias como uma “descaracterização” dos fatos. Caso sejam condenados pelos crimes imputados, os acusados enfrentam penas máximas que variam entre 11 e 17 anos de reclusão em prisões estaduais.

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