O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) manifestou o desejo de estender o período de governo do chefe do Executivo federal do formato atual de quatro para até seis anos, reacendendo o debate sobre a duração dos mandatos políticos no país.
O precedente histórico de Figueiredo
Caso a mudança seja implementada, o Brasil voltaria a ter um presidente com um período de gestão estendido, algo que não ocorre desde a administração do general João Baptista Figueiredo, apontado historicamente como o último mandatário da ditadura militar com esse tempo de permanência no cargo.
Problemas de saúde e instabilidade
Figueiredo assumiu o posto aos 61 anos ostentando uma aparência de atleta ligado a atividades hípicas, mas enfrentava sérios problemas médicos, incluindo cardiopatia e graves lesões na coluna vertebral. O próprio militar descreveu o quadro clínico de forma drástica, afirmando que sentia “dor de dente na bunda”.
O fim tumultuado do último general-presidente
Durante sua gestão, o político sofreu infarto, passou por procedimento cirúrgico no coração, entrou em atrito com o vice e apresentou uma postura considerada errática. Para evitar a entrega da faixa presidencial a José Sarney, ele optou por deixar a sede do governo através de uma porta lateral, distanciando-se da vida pública em seguida.
Enquanto o cenário político registra movimentações como a busca de alianças por Flávio Bolsonaro com diversos setores e figuras públicas — de Augusto Cury a alas do MDB —, especialistas econômicos apontam que a promessa de um ajuste fiscal inicial de 2% do PIB, equivalente a cerca de R$ 250 bilhões, é vista com ceticismo pelo mercado e tratada como uma meta inviável.