O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou neste domingo de um ato político na Avenida Paulista, na capital paulista, onde defendeu a ampliação da campanha eleitoral para o segundo turno. Diante de apoiadores reunidos nas proximidades do Masp, o petista destacou a necessidade de buscar eleitores que não compareceram às urnas na primeira etapa do pleito.
Foco nas abstenções e diálogo com eleitores ausentes
Durante seu pronunciamento, o chefe do Executivo chamou a atenção para o elevado volume de abstenções, estimando em cerca de 30 milhões o número de brasileiros que deixaram de votar. Ele ressaltou que a militância precisa dialogar até mesmo com pessoas com mais de 70 anos, faixa etária em que o voto é facultativo, argumentando que o resultado das urnas impactará diretamente as próximas gerações.
A mobilização na capital paulista foi convocada por importantes entidades estudantis e científicas, como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Entre as pautas apresentadas pelos manifestantes estavam o fortalecimento da educação pública, a ampliação de investimentos em pesquisa e a garantia da autonomia universitária. O evento também contou com a presença de diversas autoridades federais e estaduais, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros.
Críticas políticas e propostas tecnológicas
Em outro trecho de sua fala, o presidente direcionou críticas à gestão anterior e à condução de políticas durante a pandemia de Covid-19, pontuando as dificuldades enfrentadas pelas famílias afetadas. Na sequência, detalhou metas para um eventual novo mandato, focando na transição energética, modernização industrial e na capacitação de trabalhadores voltada para o uso de inteligência artificial e novas tecnologias.
Cobrança sobre a jornada de trabalho
Antes de comparecer à manifestação na Avenida Paulista, Lula conversou com jornalistas e cobrou celeridade na tramitação da proposta que discute o fim da escala 6×1. O presidente afirmou que o calendário da votação já havia sido alinhado com o comando do Senado e criticou qualquer tentativa de postergar a análise do tema para depois do período eleitoral, exigindo clareza dos parlamentares e dos partidos de oposição sobre os direitos trabalhistas.
Além do ato principal em São Paulo, apoiadores do governo realizaram mobilizações em outras cidades do país, como Campinas, no interior paulista, e Belo Horizonte, em Minas Gerais. As manifestações ocorreram em meio ao acirramento da disputa para o segundo turno da eleição presidencial.