Lula e Flávio Bolsonaro cumprem agendas religiosas no feriado

A corrida pelo segundo turno das eleições teve forte apelo religioso nesta segunda-feira (12), feriado dedicado a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do país. Enquanto o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) cumpriram compromissos de fé na capital federal, vices marcaram presença no tradicional Santuário Nacional, em São Paulo, buscando o apoio do eleitorado católico.

Agendas oficiais em Brasília e São Paulo

Na residência oficial da Presidência da República, o chefe do Executivo compareceu a uma celebração religiosa na capela do Palácio da Alvorada pela manhã. Na sequência, o mandatário brasileiro tinha previsão de conceder declarações aos jornalistas. Na Esplanada dos Ministérios, o parlamentar governista integrou a programação da Catedral Metropolitana de Brasília ao lado de seu vice, Alfredo Gaspar, com participação restrita à equipe de organização e consagração das partículas, antes da missa aberta programada para o fim da tarde.

Movimentação dos vices e o maior templo do país

Enquanto a disputa se concentrava no Distrito Federal, o vice-presidente Geraldo Alckmin marcou presença nas celebrações religiosas realizadas no interior paulista. Ele acompanhou os ritos no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, reconhecido como a maior edificação católica do território brasileiro, em uma demonstração simbólica voltada aos fiéis da região.

Combate à desinformação e decisões da Justiça Eleitoral

As atividades de campanha ocorrem em meio a um cenário de tensão digital provocado pela circulação de conteúdos inverídicos nas plataformas sociais. Fake news tentaram ligar o candidato do PL a uma suposta iniciativa legislativa para destituir a santa de seu posto de patronesse nacional. O político rechaçou os boatos, culpando o Partido dos Trabalhadores e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil pela propagação.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) interveio na questão, determinando a exclusão de postagens com inverdades que citem nominalmente o parlamentar. Contudo, publicações genéricas ou de cunho satírico foram autorizadas a permanecer ativas caso houvesse dúvida interpretativa. O ministro André Mendonça revisou seu posicionamento para liberar uma postagem do humorista Antonio Tabet. Na postagem, Tabet não mencionou Flávio Bolsonaro nominalmente e escreveu que “a família miliciana odeia tanto a mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”. O episódio reforça a intensidade da guerra narrativa na reta final da disputa presidencial.

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