Família de jovem morto por tigre na Inglaterra cobra respostas

A família de William Chapman, de 23 anos, que morreu após ser atacado por um tigre em um parque na Inglaterra, exigiu esclarecimentos oficiais sobre o caso e pediu privacidade enquanto o inquérito avança. Em uma nota oficial emitida na terça-feira (13), os parentes retrataram o rapaz como alguém carinhoso e amado, pontuando que ele sofria com sérios problemas de saúde mental havia bastante tempo e fazia uso de medicações pesadas.

Pronunciamento oficial e histórico de saúde

O falecimento ocorreu no sábado (10), logo depois das 13h30 (horário local), quando o rapaz invadiu o espaço reservado para Altai, um tigre-de-amur, no Yorkshire Wildlife Park, situado nas proximidades de Doncaster. O local precisou ser esvaziado e teve suas atividades paralisadas por tempo indeterminado após a tragédia.

“William era um jovem inteligente, afetuoso e cativante, muito amado por sua família, e William retribuía esse amor”, declarou a família por meio da nota.

Investigação sobre a invasão ao recinto

Os familiares declararam que ainda buscam compreender os motivos que levaram o jovem a invadir a área restrita do animal, ressaltando que caberá aos peritos analisar se os transtornos psicológicos e o uso de remédios influenciaram a tragédia. Além disso, os parentes repudiaram a circulação de publicações depreciativas na internet, apontando que tais conteúdos intensificam a dor do luto.

“Caberá ao legista determinar qual foi o papel disso em sua morte. Pedimos a todos que respeitem esse processo”, complementaram.

Relatos de testemunhas e decisões do zoológico

Pessoas que estavam no local relataram ter visto a vítima utilizando fones de ouvido e caminhando de um lado para o outro nas imediações antes de acessar o espaço do felino. Gravações obtidas por celulares indicam que o próprio rapaz pode ter filmado o momento em que cruzou a área verde em direção ao predador.

As autoridades locais, através do Conselho Municipal de Doncaster, iniciaram uma averiguação formal para examinar os protocolos de saúde e segurança do estabelecimento. Em paralelo, a direção do Yorkshire Wildlife Park prestou solidariedade aos enlutados e confirmou que o animal envolvido no incidente continuará no parque, descartando qualquer medida de eutanásia.

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