Praça Mestre Orlando vira banheiro a céu aberto em Caldas Novas

A tradicional Praça Mestre Orlando, localizada no centro de Caldas Novas, no Sul de Goiás, tem enfrentado graves problemas de higiene, segurança e abandono. Vídeos gravados por um empresário local mostram pessoas em situação de rua defecando no espaço público, situação que tem espantado moradores e turistas, além de prejudicar severamente o movimento do comércio regional.

Prejuízos ao comércio e sensação de insegurança

Dono de uma loja de brinquedos e de um estabelecimento de roupas e produtos religiosos em frente ao local, o empresário Walter Veiga Torres, de 62 anos, relata que os problemas se arrastam desde 2024. Segundo ele, os clientes têm evitado a região central, afetando diretamente as vendas. Além disso, há relatos frequentes de usuários de drogas e suspeita de tráfico de entorpecentes durante o dia.

Outros trabalhadores da região compartilham do mesmo sentimento de frustração. Nilva Nunes de Paiva, de 71 anos, que trabalha em uma imobiliária próxima, aponta que a situação se agravou nos últimos anos com brigas na madrugada e o acúmulo de lixo. “Agora apareceu uma senhora que toma banho, urina e defeca em qualquer lugar. Estende roupas fedidas no alambrado da fonte desativada”, comentou.

Cobranças por revitalização e banheiros públicos

Os empresários cobram ações enérgicas do poder público, como a instalação de banheiros públicos e rondas policiais mais frequentes. A empresária Amanda Dornelles destaca que a falta de infraestrutura básica afasta as famílias e visitantes que buscam a cidade pelas águas termais. A praça, que antes funcionava como o coração de Caldas Novas e ponto de encontro noturno, hoje sofre com a ausência de manutenção e o descaso.

Em nota oficial, a Prefeitura de Caldas Novas confirmou que o prefeito Kleber Marra visitou o local acompanhado de secretários e da Polícia Militar. A administração municipal informou que existe um projeto de reconstrução e revitalização do espaço, mas que as obras ainda não possuem previsão de início por falta de recursos financeiros. Enquanto isso, o município mantém serviços semanais de limpeza e o trabalho de abordagem social do CREAS.

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