Governadores divididos: Flávio lidera apoios contra Lula para 2026

O cenário para a corrida presidencial ganhou novos contornos com a oficialização do apoio do governador eleito Daniel Vilela (MDB) ao senador Flávio Bolsonaro (PL), movimento que reforça a vantagem do parlamentar na articulação de palanques estaduais para a disputa do segundo turno.

Vantagem expressiva nas alianças estaduais

No total, o candidato do PL já garantiu o respaldo de 12 gestores que venceram a disputa ainda no primeiro turno, além de contar com outros seis postulantes que continuam na briga eleitoral na segunda etapa do pleito, totalizando 18 apoios estratégicos pelo país.

Por sua vez, o presidente Lula (PT) registra um bloco menor de sustentação entre os chefes dos executivos estaduais. O petista conquistou o endosso de cinco governadores eleitos no primeiro turno, somados a três candidatos que seguem na disputa do segundo turno, totalizando oito aliados.

Neutralidade e divisões regionais

Apesar da forte polarização, alguns nomes preferiram ficar de fora das alianças nacionais. Entre os vitoriosos no primeiro turno que optaram pela neutralidade estão JHC (PSDB-AL), Dr. Furlan (PSD-AP), Eduardo Braide (PSD-MA) e Raquel Lyra (PSD-PE). Na mesma linha, os candidatos Ricardo Ferraço (MDB-ES) e Alysson (União Brasil-RN) não declararam preferência.

Tensões e trocas de palanque

As articulações também geraram atritos locais, como em Tocantins. O político Vicentinho Júnior (PSDB), que apoiava Flávio desde o primeiro turno, viu o presidenciável declarar voto em sua adversária, Dorinha, na etapa seguinte. O episódio levou o tucano a classificar a aproximação de última hora de “oportunismo eleitoral”.

Com a configuração de forças desenhada, a disputa pelo apoio dos chefes estaduais se consolida como um dos principais termômetros para definir os rumos da campanha presidencial no país.

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