A passagem do papa João Paulo II por Goiânia, realizada em 15 de outubro de 1991, continua viva na memória da capital goiana por meio de relíquias mantidas na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Auxiliadora. No local, os fiéis podem encontrar a cátedra utilizada pelo pontífice durante a celebração e o cálice ofertado por ele como presente à comunidade religiosa.
Legado litúrgico na Catedral Metropolitana
De acordo com a Arquidiocese de Goiânia, os dois itens carregam forte simbolismo para a Igreja Católica local. A poltrona papal representa a autoridade de ensinar e guiar os fiéis, ao passo que o cálice está diretamente associado ao sacramento da Eucaristia. Naquela data, a missa solene celebrou a fé católica ao ar livre na área externa do Estádio Serra Dourada, atraindo uma multidão superior a 100 mil pessoas.
Discurso marcou a história de Goiás
Durante a homilia, o líder da Igreja Católica saudou os presentes e mencionou as riquezas espirituais da região. “Saúdo, com sentida emoção, a grande comunidade católica de Goiás, que cresceu pelo trabalho sacrificado de tantos missionários, vindos de outros países ou de outras regiões do Brasil”, destacou o Papa em sua visita à capital goiana.
Na mesma ocasião, o pontífice demonstrou solidariedade aos moradores e lembrou as vítimas fatais e os mais de cem atingidos pelo grave acidente radiológico com o césio-137, ocorrido em 1987. “Que a sociedade ajude a superar seus problemas e que o Senhor os console em suas tribulações”, pediu.
Infraestrutura e outros marcos históricos
A magnitude da visita exigiu grandes preparativos logísticos na época. Registros da imprensa mostram que uma rodovia com aproximadamente oito quilômetros de extensão precisou ser aberta para conectar o aeroporto à BR-153, garantindo o deslocamento seguro do papamóvel.
Outros elementos daquela visita também ganharam locais definitivos de preservação ao longo dos anos. O altar utilizado na celebração do Serra Dourada passou por um processo de restauração e foi reinstalado no Memorial João Paulo II, situado no Câmpus II da PUC Goiás e aberto ao público em 2011, fruto de uma parceria entre a Igreja, o poder público e a instituição de ensino.