PF prende deputado e ex-chefe da Polícia Civil em esquema bilionário

A Polícia Federal deflagrou a oitava fase da Operação Unha e Carne, resultando na prisão do deputado estadual Márcio Canella e do delegado Marcus Vinicius Amim Fernandes, ex-chefe da Polícia Civil fluminense. A ação tem como alvo uma suposta organização criminosa armada que utilizava uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para práticas ilícitas.

Esquema bilionário e crimes investigados

As apurações apontam que o grupo movimentou cerca de R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos. Os suspeitos são investigados por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, formação de cartel, entre outras infrações penais. As ordens de prisão foram emitidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, como desdobramento de diligências anteriores realizadas no mês de julho.

Alvos e mandados cumpridos no estado

Nesta etapa, os agentes cumpriram seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em cidades como Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios. Além de Canella, localizado em um condomínio na Barra da Tijuca, e de Amim, foram presos os inspetores Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukia Felix Ferreira.

Origem das apurações

O caso começou a ser desvendado a partir de um relatório de inteligência financeira do Coaf. A investigação também examina conexões políticas e o envolvimento de agentes públicos, tendo relação com diretrizes da ADPF das Favelas no âmbito do Supremo Tribunal Federal para combater a infiltração criminosa nas instituições.

A defesa de Márcio Canella informou que não se manifestará até ter acesso aos autos do processo, enquanto os demais investigados ainda não apresentaram posicionamento público. A Justiça também determinou o sequestro de bens, valores e a suspensão das atividades de 112 empresas ligadas ao esquema.

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