Nascida na África do Sul, criada na Dinamarca e filha de mãe goiana, Indy carrega uma trajetória multicultural única. A jovem meio-campista construiu uma forte ligação com o Brasil, país que agora escolheu defender na disputa da Copa do Mundo Feminina Sub-17, sediada no Marrocos.
Conexão familiar e sabores da infância
A relação com a cultura brasileira começou dentro de casa por influência de sua mãe, Carla, natural de Goiás. Além da alegria e da música, os quitutes tradicionais conquistaram a atleta. “Minha mãe faz um pão de queijo muito bom, porque a mãe dela ensinou a fazer. É muito gostoso”, revela a jogadora sobre a receita que aprendeu a preparar.
A decisão de vestir a Amarelinha, no entanto, passou por uma série de adaptações. Antes de atuar pelas categorias de base do Brasil, Indy defendeu a seleção dinamarquesa e usou a camisa 10. A chegada ao selecionado brasileiro ocorreu após seu empresário enviar vídeos de seu desempenho para a comissão técnica, resultando em sua primeira convocação no final do ano passado.
Desafios de adaptação e o idioma
Apesar da escolha, o processo de integração apresentou barreiras, especialmente com o idioma português. Para memorizar as orientações táticas durante os treinos, Indy recorre a anotações em dinamarquês. “É muito difícil para mim quando as pessoas falam muito rápido. Eu tenho que pensar bastante. Às vezes, tento anotar em português, mas sempre fica um pouco engraçado. Então, anoto em dinamarquês, porque é mais fácil para memorizar”, explica.
Mesmo com as dificuldades de comunicação em campo devido ao barulho da torcida e da comissão técnica, a atleta reforça que a modalidade transcende barreiras linguísticas. “Eu acho que o futebol é uma língua universal”, pontua.
Estreia no Mundial
Para a meio-campista, a oportunidade de representar o país de sua mãe em uma competição internacional representa a realização de um grande objetivo pessoal. “Para mim, viver essa Copa do Mundo era um sonho. Estou muito feliz por estar aqui com todo mundo e tenho muito orgulho também. Espero uma competição muito difícil, mas acho que vai ser muito legal”, comemora.
A estreia da seleção brasileira feminina sub-17 ocorre neste domingo (18), às 12h (horário de Brasília), contra o Canadá, no Complexo de Futebol Feminino em Salé, Marrocos, em partida válida pelo Grupo C do torneio.