O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) prepara uma mobilização especial para novembro de 2026 com foco no julgamento prioritário de crimes graves. A iniciativa faz parte do Mutirão Racial 2026, uma mobilização nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que acontece durante o mês da Consciência Negra para dar celeridade a processos parados.
Foco em crimes de ódio e trabalho escravo
Durante o período do mutirão, a Justiça goiana dará atenção redobrada a casos de racismo, injúria racial, crimes de ódio e situações de trabalho análogo à escravidão. O objetivo principal da mobilização é ampliar a resposta do Poder Judiciário frente a essas graves violações de direitos humanos, incluindo também demandas voltadas a comunidades quilombolas.
Meta nacional de redução de processos
Para guiar os trabalhos, o conselho estabeleceu a meta de reduzir em 20% o estoque nacional de processos sobre a temática racial. Dados divulgados em maio de 2026 mostram que o painel de monitoramento contava com mais de 13 mil ações em tramitação em todo o país.
Como vai funcionar a atuação dos magistrados
Para viabilizar o cumprimento das metas, os juízes e juízas receberão relações contendo os processos identificados nas respectivas unidades judiciais. Cada magistrado será responsável por analisar os autos detalhadamente e aplicar as providências cabíveis conforme as peculiaridades de cada caso.
Na edição anterior da mobilização, o tribunal goiano já havia direcionado esforços para dar andamento a 662 processos apontados pelo órgão regulador, exigindo decisões, sentenças ou despachos dos magistrados responsáveis para alcançar o índice mínimo de 20% de movimentações concretas ou julgamentos finalizados.