Policial militar de Goiás é absolvido de tentativa de homicídio após tiroteio em festa

O policial militar goiano Roberto Bruno da Silva, que havia sido detido em flagrante devido a um tiroteio em uma casa de festas localizada em Santa Maria, no Distrito Federal, recebeu absolvição pelo Tribunal do Júri. O caso ocorreu na madrugada de um sábado de setembro de 2025, após um desentendimento entre frequentadores do estabelecimento, resultando em acusações de tentativa de homicídio qualificado.

Dinâmica do incidente e repercussão

Na ocasião da confusão, dois frequentadores que não participavam da discussão original acabaram baleados, sofrendo ferimentos no abdômen e no braço. As vítimas precisaram de atendimento médico urgente no Hospital Regional de Santa Maria. Logo após o episódio violento, as autoridades prenderam o agente e apreenderam uma pistola acompanhada de 13 munições.

Historicamente, o militar integrou as equipes das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) e esteve envolvido nas operações de busca que culminaram na localização e morte do criminoso Lázaro Barbosa, em 2021.

Bastidores e duração do julgamento

O processo judicial teve início às 10h13 e se estendeu até as 20h05, totalizando quase dez horas de debates intensos entre a acusação e a defesa. O Ministério Público sustentou a tese de condenação, apontando que o réu agiu com intenção homicida ou assumiu o risco de matar.

Em contrapartida, os advogados atuaram pela absolvição com base na legítima defesa ou por clemência do conselho de sentença, pleiteando subsidiariamente a desclassificação do delito e a remoção das qualificadoras. O juiz acatou o pedido ministerial para desmembrar os quesitos referentes ao dolo direto e ao dolo eventual na votação secreta.

Desfecho processual

Após a apuração dos votos dos jurados, que optaram pela absolvição, restou consignado em ata que nem a acusação nem a defesa manifestaram interesse em interpor recursos contra a sentença proferida.

A defesa técnica do agente foi conduzida pelos advogados Álvaro Assis, Késsya Oliveira, Camila Carvalho e pelo estagiário Kaio Carvalho, encerrando o caso na instância do tribunal popular sem novas contestações jurídicas pendentes.

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