Goiânia sedia ato do PT para Lula e intensifica disputa eleitoral

A capital de Goiás foi escolhida para abrigar uma nova rodada de mobilizações políticas neste domingo (18), com a realização de um ato público em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro político foi convocado pela deputada federal e presidente estadual do partido, Delegada Adriana Accorsi, por meio de suas redes sociais, marcando o início da tarde na Praça Tamandaré a partir das 16h.

Mobilização nacional e cenário acirrado

O evento faz parte de uma estratégia articulada em âmbito federal conhecida como Mobilização Nacional – Ato da Virada, que ocorre simultaneamente em diversas cidades do país para tentar alavancar a candidatura governista. “É hoje. A grande manifestação da virada do Lula”, anunciou Accorsi. “Vamos enfrentar e derrotar a extrema-direita.”

Disputa voto a voto nas urnas

A urgência da mobilização reflete os resultados acirrados do primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Na ocasião, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) terminou a etapa inicial na liderança com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%, configurando uma diferença numérica de aproximadamente 2,2 milhões de eleitores em todo o território nacional.

Outros concorrentes no pleito

A disputa também contou com a presença de outros nomes na primeira fase da eleição. O escritor Augusto Cury obteve o terceiro lugar com 2,89%, seguido por Renan Santos (Missão), que registrou 2,24%, e pelo ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), que fechou a lista dos principais colocados com 2,18%. Os demais concorrentes pontuaram abaixo de 1%.

Contraproposta da oposição na capital

No mesmo dia, a oposição também levou apoiadores às ruas de Goiânia em uma manifestação favorável a Flávio Bolsonaro, realizada na Alameda Ricardo Paranhos durante a manhã. O senador eleito e deputado federal Gustavo Gayer (PL) comentou sobre a articulação do ato, destacando o protagonismo dos simpatizantes mais jovens. “A juventude de direita tentou algo muito ousado: convocar o povo para as ruas. Não fui eu, não foi nenhuma autoridade política, foram os jovens de direita.” Apesar de exaltar a iniciativa autônoma da base, Gayer atuou na divulgação do evento pelas redes digitais e cancelou uma viagem planejada a São Paulo para marcar presença no protesto local.

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