A administração municipal firmou um acordo emergencial no valor de R$ 5.104.951,83 com a VICOM Engenharia Indústria e Comércio Ltda. O objetivo é executar serviços de manutenção preventiva, preditiva e corretiva nas atrações do Parque Mutirama. Conforme divulgado no Diário Oficial do Município, o desembolso mensal estimado será de aproximadamente R$ 850.825,30 para abranger mão de obra técnica, ferramentas, materiais e componentes dos equipamentos.
Manutenção imediata e transição licitatória
O titular da Secretaria de Gestão de Negócios e Parcerias, José Silva Soares Neto, esclareceu que a ação busca impedir qualquer interrupção nas atividades do espaço público enquanto o processo para a licitação definitiva é finalizado pelo setor competente.
A companhia selecionada precisa iniciar as atividades sem atrasos. “É uma contratação emergencial para manutenção, que vale até a conclusão da licitação. A empresa começa de imediato, justamente para não haver descontinuidade dos serviços”, destaca.
O secretário pontuou que o cuidado com os equipamentos exige especialização técnica e engenheiros habilitados, áreas nas quais o quadro de servidores efetivos é insuficiente. Enquanto equipes da prefeitura cuidam da operação, limpeza e atendimento, a parte mecânica permanece sob responsabilidade terceirizada.
“A manutenção dos brinquedos é uma atribuição técnica, que precisa de engenheiro responsável e profissionais com a habilitação necessária. Nós operamos o parque com os servidores, fazemos a limpeza, a recepção dos visitantes e a operação dos brinquedos. Agora, a manutenção sempre foi feita por empresa terceirizada”, ressalta.
Dificuldades contratuais do passado
Segundo a administração atual, os moldes anteriores de contratação dificultavam a reposição de itens e a compra de materiais específicos. Isso gerava paralisações frequentes nas atrações, já que muitas peças não são encontradas no mercado tradicional e demandam fabricação sob medida.
“Nós recebemos o parque sem manutenção. O parque parou por falta de manutenção porque a forma como a empresa foi contratada na gestão passada não permitia executar os serviços necessários. Às vezes, precisava de uma peça ou de determinado material e não tinha”, relata.
“Nós não temos uma loja que vende peças dos brinquedos do Mutirama. Não existe uma prateleira onde você chega e compra a rodinha do carrinho do Splash. Algumas peças precisam ser fabricadas. A forma como os contratos foram feitos no passado impedia essa manutenção”, reforça.
Novo formato para evitar paralisações
O modelo atual foi segmentado para abranger rotinas preventivas, demandas corretivas e fornecimento sob demanda, garantindo agilidade na substituição de componentes danificados.
“Nós temos a manutenção preventiva, que é o dia a dia, com lubrificação, ajustes e eventuais trocas de peças. Temos também a manutenção corretiva, que é sob demanda, e as peças, que também são fornecidas sob demanda. A partir do momento em que uma peça estraga, ela é catalogada e substituída”, detalha.
“O parque chegou a parar com o contrato ativo por falta de manutenção. Não havia uma previsão contratual clara de onde vinha a peça, quem iria comprar e como seria feita a substituição. Um dos nossos maiores desafios foi justamente montar um contrato que funcione de verdade”, afirma.
Futuro do parque e fim da concessão
O planejamento municipal também contempla a chegada de novidades para o público, incluindo o projeto Mutiraminha voltado para crianças, uma nova Casa Assombrada com estreia prevista para 2027 e o retorno das operações do teleférico em 2028.
“Estamos programando algumas novidades, que o prefeito já anunciou. Temos o Mutiraminha, que será o primeiro projeto, e, para o ano que vem, a nova Casa Assombrada. Também temos o plano do teleférico”, reforça.
Por fim, a prefeitura descartou a transferência da administração para a iniciativa privada neste momento, priorizando investimentos em setores essenciais como saúde e educação.
“No momento, não tem nenhum processo de concessão pública em andamento para o Mutirama”, concluiu o secretário.