A identidade visual, a memória coletiva e o cotidiano da capital goiana são o ponto de partida para a mostra coletiva “Nossa Cultura, Nossos Costumes”. Idealizada pela Associação Goiana de Artes Visuais (AGAV), a iniciativa reúne obras de 29 profissionais associados para construir um mosaico da história e das vivências de Goiânia.
Homenagem a Amaury Menezes e aos 93 anos da capital
Além de marcar as comemorações pelos 93 anos de Goiânia, a iniciativa presta tributo à trajetória de Amaury Menezes, um dos grandes nomes das artes visuais do estado e referência no retrato do ambiente urbano por meio da aquarela.
“Precisamos reverenciar artistas, como o Amaury, que fez história, que nos ensinou e ainda ensina. Vale ressaltar que ele continua nos agraciando com todo o conhecimento, arte e sensibilidade”, enfatiza a presidenta da AGAV, Carol Borges.
A liderança da entidade destaca que o projeto visa aproximar criadores e a comunidade, estimulando a população local a se reconhecer nas telas e a redescobrir cenários urbanos sob novos ângulos.
Diversidade de técnicas e linguagens
O percurso visual da mostra vai além dos pontos turísticos tradicionais, abarcando manifestações populares, costumes e histórias de vida dos moradores. Para representar essa pluralidade, os trabalhos utilizam suportes e métodos variados, incluindo óleo sobre tela, acrílico, gravuras, fotografia, estêncil e grafite.
O elenco de participantes conta com os artistas Abadia Gonçalves, Andyra Menezes, Carlos Eduardo Reis, Célia Fraia, Cleide Nazareth, Cris Silva, Divanessa, Dorothy Hannas, Euclides Arrais, Fernanda Porto, Helenilce Gusmão, Hudson Curvo, Ivana Martins, Ionara Novais, Liah, Mª Francisca S. B., Marileia Lasprilla, Maria Olina, Nádia Pires, Nata, Nelze Bernardes, Pedro Campos, Pedro Galvão, R. Júnior, Randes, Ricardo Santiago, Selma Di Medeiros, Solange Soares e Tio Arte.
A arte como espelho da cidade
Cada expositor imprime sua visão particular sobre as paisagens e vivências locais, convidando o espectador a refletir sobre a própria ligação afetiva com o espaço público.
“Acho que o mais surpreendente vai ser, justamente, perceber o que cada pessoa tem de Goiânia dentro de si. Às vezes, o lugar que para nós parece comum carrega uma história especial para outra pessoa. E a arte tem essa capacidade de despertar lembranças, provocar reflexões, fazer a gente enxergar com outros olhos aquilo que está perto da gente”, enfatiza Carol Borges.