O ministério da Fazenda iniciará o período para que os bancos manifestem interesse em participar do leilão de débitos do Desenrola 3.0, conforme anunciado pelo ministro Dario Durigan.
Expectativa de volume e impacto fiscal
A projeção inicial indica que cerca de R$ 90 bilhões em débitos sejam reestruturados por meio da iniciativa. Como a Medida Provisória que criou o programa estabelece um abatimento mínimo de 90%, o custo máximo estimado para os cofres públicos será de R$ 9 bilhões.
Regras do leilão e foco social
As instituições bancárias precisarão organizar os débitos conforme as faixas de renda dos devedores, priorizando cidadãos de baixa renda e Microempreendedores Individuais (MEIs).
Declaração oficial
“Estamos fazendo uma chamada aos bancos para que eles se organizem e apresentem o exato volume pelas diferentes faixas dos credores […] Nessa chamada de interesse vamos permitir que várias faixas de renda sejam apresentadas, mas nosso foco são faixas de renda menores”, disse à jornalistas.
O chamamento público envolverá exclusivamente as instituições financeiras, visto que esta etapa não prevê negociações diretas entre os cidadãos e os bancos. A etapa de leilão está programada para acontecer em meados de novembro, mantendo-se inalterada independentemente do pleito presidencial. Durigan também pontuou que o projeto difere de propostas da oposição, classificando ideias adversárias como algo que “seria um calote generalizado no sistema financeiro”, fazendo contraponto à sugestão de congelamento de débitos defendida pelo candidato Flávio Bolsonaro.