O militar Pedro Gabriel Bezerra, que estava desaparecido havia quatro dias após deixar uma base militar em Recife (PE), apresentou-se às autoridades nesta quarta-feira (21/10). No entanto, o fuzil e as munições levados durante a fuga não foram recuperados até o momento.
Dinâmica da rendição e prisão
De acordo com informações oficiais divulgadas pelo Comando Militar do Nordeste (CMNE), a Polícia do Exército recebeu o soldado após articulação prévia da defesa. Verificando a iminência da prisão, a defesa do Soldado fez contato com a 7ª DPH, informando que o militar se apresentaria naquela unidade policial. Após a apresentação, foi dado cumprimento ao mandado de prisão, informou o CNME.
Após a captura, Pedro Gabriel passou por exames de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML) e foi transferido para o 4º Batalhão de Polícia do Exército (4ºBPE), situado na Rodovia Luiz Gonzaga, onde permanece sob custódia.
Buscas pelo armamento e investigação
As autoridades continuam mobilizadas para localizar o material bélico levado da unidade militar, que inclui um fuzil calibre 7,62 mm e 20 munições intactas. Um Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado pela Justiça Militar da União para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido.
O Comando Militar do Nordeste continuará empenhado nas investigações, em conjunto com os Órgãos de Segurança Pública, e não encerrará esforços, dentro dos preceitos legais, até a recuperação do material subtraído, reforçou o órgão militar em nota oficial.
Envolvimento da namorada e situação jurídica
O sumiço do soldado ocorreu no sábado, quando ele “evadiu-se” durante o serviço de sentinela. Ele contou com o apoio de sua companheira, uma jovem grávida de dois meses que foi alvo de prisão preventiva na segunda-feira (19/10) após confessar auxílio na fuga.
Segundo o advogado de defesa Jario Santos, o militar tomou conhecimento da prisão da parceira por meio dos meios de comunicação, o que motivou sua decisão de se entregar. O representante legal informou ainda que o cliente encontra-se fisicamente bem, embora esteja psicologicamente abalado e que não havia certeza sobre detalhes iniciais do caso devido à escassez de dados.
Enquanto o abandono de posto tem pena prevista de três meses a um ano, a retenção de armamento militar pode agravar severamente a situação judicial do soldado perante a Justiça Militar.