A Fifa confirmou oficialmente os Estados Unidos como o país sede da primeira edição do Mundial de Clubes Feminino, com realização programada para janeiro de 2028. A decisão foi anunciada pelo Bureau do Conselho da entidade, que também aprovou novas diretrizes para expandir o fluxo de recursos financeiros direcionados à Copa do Mundo Feminina de 2027, torneio que será sediado em solo brasileiro.
O novo torneio intercontinental e a vaga do Corinthians
A competição inaugural acontecerá entre os dias 5 e 30 de janeiro de 2028, reunindo 19 equipes representantes das seis confederações continentais. O Corinthians já garantiu a sua participação no campeonato após levantar a taça da Libertadores Feminina de 2025. Além do clube paulista, outras equipes de peso já estão asseguradas na disputa, como o Arsenal e o Barcelona na Europa, Club América e Gotham FC na América do Norte, e os asiáticos Naegohyang Women’s FC e Wuhan Jiangda.
Infraestrutura e critérios de escolha da sede
O processo de definição do país sede levou em conta a alta capacidade de infraestrutura esportiva, o engajamento crescente do público local com a modalidade e o histórico recente em grandes eventos. Dame Sarai Bareman, diretora de futebol feminino da Fifa, destacou os motivos que pesaram na escolha do território norte-americano para o evento pioneiro.
“No fim das contas, a excelência demonstrada recentemente pelos Estados Unidos na organização de grandes torneios da Fifa, aliada ao grande interesse pelo futebol feminino no país e à sua infraestrutura esportiva de elite, tornaram os EUA a opção que mais se destacou”, afirmou a dirigente.
Novos investimentos e paridade para a Copa de 2027
Em paralelo ao anúncio do campeonato de clubes, a entidade máxima do futebol estabeleceu novos parâmetros para turbinar o orçamento da Copa do Mundo de 2027 no Brasil. O plano prevê ganhos mais expressivos para atletas, clubes e confederações, cujos valores oficiais e o modelo exato de repasse serão divulgados em dezembro de 2026.
Aumento na verba de preparação e paridade de serviços
Entre as principais mudanças, o montante destinado à preparação das associações nacionais classificadas saltará para US$ 2,5 milhões por entidade, equiparando-se ao patamar adotado no Mundial masculino de 2026. Os recursos começarão a ser repassados antes do término deste ano. As jogadoras também contarão com o mesmo padrão de serviços logísticos e operacionais disponibilizados aos atletas homens, enquanto eventuais excedentes financeiros obtidos no torneio serão revertidos para as federações, com uma fatia reservada exclusivamente às competidoras.